ENTREVISTAS
“A investigação clínica com canábis medicinal tem um enorme potencial de crescimento em Portugal”
Joel Passarinho, diretor da Unidade de Investigação Clínica do INFARMED, esclarece o que prevê a legislação portuguesa sobre ensaios clínicos com canábis medicinal.
“O mapeamento de redes de lesões pode aproximar-nos dos circuitos cerebrais envolvidos em patologias psiquiátricas”
O investigador português Gonçalo Cotovio, distinguido pela Genomic Press com o prémio “Rising Star”, explica como o mapeamento de redes de lesões cerebrais poderá ajudar a compreender melhor os mecanismos causais das doenças psiquiátricas.
“Em Portugal, um terço dos municípios não tem acesso a cuidados de reabilitação”
A reabilitação continua longe de chegar a todos por igual em Portugal. Em entrevista, Renato Nunes, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação, alerta para as assimetrias no acesso, para os atrasos na resposta - sobretudo aos doentes neurológicos - e para a urgência de um Plano Nacional que reforce equipas, camas e cuidados na comunidade.
Canábis medicinal. “O OPCM não vai desistir e vai continuar a lutar pelos doentes”
Tem havido vários avanços na área da canábis medicinal, desde 22 de abril de 2019, quando foi criado o Observatório Português de Canábis Medicinal. Carla Dias, a presidente, destaca os avanços, mas alerta que ainda há muito para fazer, nomeadamente no acesso aos tratamentos, que devem ser comparticipados.
“Este modelo permite que o médico defina de forma personalizada o seu caminho formativo”
A edição de 2026 do Update em Medicina aposta num modelo inovador de trilhos formativos personalizados, pensado para responder às necessidades reais da Medicina Geral e Familiar. Em entrevista, o internista António Pedro Machado, coordenador da Comissão Científica do evento, destaca uma formação mais prática, flexível e articulada com outras especialidades, defendendo os cuidados de saúde primários como base essencial do SNS.
“Procuramos criar percursos formativos que se adaptem às necessidades de cada participante”
O médico de família André Cardoso, presidente do Update em Medicina 2026, antecipa uma edição marcada pela inovação e pela proximidade entre colegas. Num contexto desafiante para a Medicina Geral e Familiar, o congresso aposta em roteiros científicos personalizados, saúde mental, nutrição, saúde da mulher e materno-infantil, oferecendo ferramentas práticas para melhorar a consulta diária e reforçar a qualidade do atendimento no SNS.
“Devemos olhar para a ciência, investigação e progresso não como um custo, mas como investimento e criação de valor”
No Dia Mundial da Saúde, Hugo Martinho, Medical & Regulatory Affairs Director, AstraZeneca Portugal, destaca a importância da ciência e da investigação como criação de valor. Em entrevista, o responsável defende o papel da indústria farmacêutica na prevenção e tratamento das mais diversas patologias.
“Gosto muito de MGF e da prática clínica, mas acredito que esta deva ter por base a melhor evidência científica”
Bruno Heleno foi eleito Médico de Família do Ano na Gala MGFamiliar. Em entrevista, fala sobre uma carreira em MGF, que conjuga prática clínica com ensino e investigação. Apesar do seu percurso, compreende que nem todos os clínicos tenham de seguir as mesmas pegadas. O seu maior desejo é que os médicos de família que queiram fazer investigação tenham tempo e recursos para pôr esse objetivo em prática.
“Integrar a saúde oral na prevenção e gestão em saúde pública é uma necessidade urgente”
Problemas de saúde oral, como doença gengival, aumenta o risco de se desenvolver diabetes tipo 2. Por outro lado, em pessoas com diabetes, o risco de perda dentária aumenta entre 11% e 30%. Estas são as principais conclusões de um estudo liderado por João Botelho, professor e investigador da Egas Moniz School of Health and Science, que em entrevista apela à articulação entre prevenção da saúde oral e gestão da saúde pública.
“Estamos a criar orientações para que os doentes oncológicos tenham respostas adequadas e flexíveis”
Criar orientações para que os doentes oncológicos tenham respostas clínicas e organizacionais adequadas são dois dos principais objetivos do European Commission Initiative on Cancer. Hugo Ribeiro, médico paliativista e investigador, foi escolhido pela Comissão Europeia para integrar um painel de 15 especialistas que desenvolverão recomendações europeias relacionadas com os rastreios oncológicos e a abordagem terapêutica de doentes com cancro. Em entrevista, fala do trabalho "muito desafiante", mas também "muito gratificante".


































