Informar para prevenir. Sociedade Portuguesa do AVC deixa o alerta em dia nacional

Instituído em 2003, por publicação em Diário da República pretende-se, com este dia, sensibilizar a população para a realidade em Portugal daquela que é a principal causa de morte e incapacidade permanente.

“É importante falarmos em Dia Nacional do Doente com AVC – atenção que não é Dia do AVC, pois é para os doentes que dedicamos este dia! E dedicamos, sobretudo, falando para a população. A população tem de ser alertada para esta doença”, refere o Prof. Doutor José Castro Lopes. O Presidente da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) reforça a importância de termos uma população esclarecida, sendo o AVC “uma doença prevenível e tratável. Cada vez se definem mais fatores de risco que convergem para que o AVC apareça, como a poluição atmosférica da qual se fala há pouco tempo mas que é mais um importante fator de risco a juntar aos tão falados e para a qual importa sensibilizar a população.”

Neste Dia Nacional do Doente com AVC, a SPAVC deixa ainda uma mensagem de alerta para a importância da reabilitação: “psicologicamente, se o doente no pós-AVC continuar a ser assistido isto é uma esperança para a sua vida. A reabilitação é um direito que temos de exigir enquanto o doente não tiver as mesmas funções que tinha antes do AVC”, afirma o Prof. Doutor José Castro Lopes.

A Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos associa-se à SPAVC neste apelo à importância da reabilitação no pós-AVC: “para nós a frase do Prof. Doutor José Castro Lopes é lapidar – a reabilitação é um direito e não uma esmola e se for preciso para toda a vida – mas, infelizmente, para a maioria dos sobreviventes de AVC não acontece. Às vezes os doentes são meros números e define-se três meses de reabilitação para todos – independentemente das sequelas – e isto é impensável. A reabilitação deve ser, tanto quanto possível, definida multidisciplinarmente. É impensável que se queira encaixar todos nos tais três meses, ou nem que fosse em três anos, porque cada AVC é único e consequentemente também o processo de recuperação é único”, refere António Conceição, presidente da associação.

Por hora, três portugueses sofrem um AVC, um dos quais resulta em morte. Dos restantes, metade ficará com sequelas incapacitantes. Para sensibilizar e informar a população sobre este problema de saúde pública a SPAVC dinamiza atividades gratuitas de norte a sul do país.

Comunicado/SO

 

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