30 Mai, 2018

As frases que marcaram o debate que antecedeu o chumbo da despenalização da eutanásia

Antes da votação, que tinha um resultado imprevisível mas que acabou por terminar com o chumbo à despenalização da eutanásia, os deputados estiveram mais de 3 horas a trocar argumentos. Os prós e os contras refletem um país igualmente dividido.

SIM à Eutanásia

 

  • “Ser-se contra é continuar a defender que um ato de bondade seja considerado criminoso e punível com pena de prisão” – André Silva (PAN)
  • “O verdadeiro sentido da vida humana é aquele que cada um nós lhe quiser atribuir” – Pedro Bacelar de Vasconcelos (PS)
  • “Não é verdade que todo o sofrimento seja tratável” – André Silva (PAN)
  • “O sofrimento indisível é uma dependência, uma indignidade, uma ausência de ser, uma falta de sentido” – André Silva (PAN)
  • “Este é o momento de dar prioridade à tolerância sobre a prepotência” – José Manuel Pureza (Bloco de Esquerda)
  • “É agoniante sofrer sabendo que, depois do sofrimento, só há sofrer” – André Silva (PAN)
  • “Não queremos que o estado se substitua à consciência de ninguém” – Pedro Bacelar de Vasconcelos (PS)
  • “O que cada um de nós tem de decidir hoje é se se deixa tolher pelo medo ou se assume a responsabilidade de adotar uma lei que respeite a decisão de cada pessoa” – José Manuel Pureza (Bloco de Esquerda)
  • “A morte é mais temível do que o sofrimento totalmente atroz decorrente de doença fatal?” – Heloísa Apolónia (Os Verdes)

 

NÃO à Eutanásia

 

  • “Independentemente da circunstância, não há vidas que valem a pena serem vividas e outras não” – Isabel Galriça Neto (CDS)
  • “É desumano considerar que, para se acabar para o sofrimento, se tem de eliminar aquele que sofre” – Isabel Galriça Neto (CDS)
  • “O pretenso ‘direito a morrer’ é um absurdo” – Isabel Galriça Neto (CDS)
  • “Tudo parece muito rigoroso [processo de avaliação do pedido] mas a natureza do capitalismo encarrega-se de tornar tudo muito mais fácil” – António Filipe (PCP)
  • “Eles [profissionais de saúde] dizem-nos que a execução de um homicídio a pedido não é um tratamento médico” – Isabel Galriça Neto (CDS)
  • ” [A eutanásia] cria uma cultura de banalização da morte” – Isabel Galriça Neto (CDS)
  • “A pergunta a que temos de responder não é ‘como queremos que executem a nossa morte’ mas sim ‘como queremos que nos ajudem a viver até ao fim dos nossos dias’ ” – Isabel Galriça Neto (CDS)

 

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