28 Nov, 2017

Vacinação dos profissionais de saúde contra a gripe é “quase imperativo deontológico”

Durante a apresentação do plano de contingência para o inverno, a diretora-geral da Saúde lembra que os profissionais de saúde são um dos grupos alvos para a vacina.

A vacinação dos profissionais de saúde contra a gripe é “quase um imperativo deontológico e ético”, considerou a diretora-geral da Saúde, apelando à vacinação dos grupos de risco. Numa sessão de apresentação do plano de contingência para o inverno, Graça Freitas indicou que já foram administradas no Serviço Nacional de Saúde mais de um milhão de vacinas contra a gripe. A diretora-geral da Saúde lembrou que os profissionais de saúde são um dos grupos alvo para a vacina, por estarem mais expostos ao vírus e por poderem também contagiar doentes. “É quase um imperativo deontológico e ético os profissionais de saúde vacinaram-se”, afirmou.

A DGS não tem ainda dados para a atual época gripal sobre a vacinação dos profissionais de saúde, mas geralmente são um dos grupos alvo da vacinação com mais baixa taxa de adesão à imunização.

Segundo os últimos dados do ‘Vacinómetro’ deste ano só se tinham vacinado desde outubro cerca de um terço dos profissionais de saúde com contacto direto com os doentes. Nos outros grupos prioritários, a vacina chegou a mais de metade das pessoas com 65 ou mais anos e 45% dos portadores de doença crónica.

“Estes valores, quando comparados com o mesmo período da época anterior, mostram uma taxa de vacinação superior para todos os grupos, com exceção dos profissionais de saúde, cujos valores se mantêm semelhantes”, refere o relatório do ‘Vacinómetro’ de dia 8 deste mês, ferramenta que permite monitorizar em tempo real a taxa de cobertura da vacinação contra a gripe em grupos prioritários recomendados pela DGS.

A vacina recomenda-se ainda às pessoas com idade entre os 60 e os 64 anos. A imunização contra a gripe é gratuita no SNS para residentes em instituições, como lares de idoso, doentes na rede de cuidados continuados, pessoas com apoio domiciliário, internados em unidades públicas com patologias crónicas e portadores de diabetes, doentes em diálise, sob quimioterapia e bombeiros com recomendação para serem vacinados, entre outros.

LUSA/SO

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