Quando Referenciar para a Consulta de Cardiologia

23 Jan, 2019

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Centro Hospitalar Universitário HSJ
Prof Associado Convidado da FMUP

 

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A referenciação para consultas da especialidade é um tema muito atual e pertinente. Diariamente as consultas hospitalares recebem inúmeros pedidos para consulta das varias especialidades. A cardiologia naturalmente tem um grande impacto nesses pedidos de consulta. A prevalência da patologia cardíaca na população portuguesa é muito grande, como sabemos, uma das situações que tem contribuído para isso é o aumento da esperança de vida, que tem vindo a aumentar cada vez mais. As projeções oficiais disponíveis indicam uma dinâmica populacional sem precedentes na história portuguesa, com um crescente peso das populações séniores e uma redução secular do peso da população ativa.

Essa situação deve-se por um lado a uma maior prevenção cardiovascular e uma maior difusão dos cuidados médicos e por outro lado, a adequada terapêutica farmacológica para hipertensão arterial, diabetes e dislipidemia. Realço também que o tratamento atempado das situações agudas na qual destaco a síndroma coronária aguda tem contribuído a meu ver também para estes resultados.

A nossa experiência nesta área é muito grande, atendendo a que sou o cardiologista responsável pela triagem dos pedidos de consulta de cardiologia há vários anos. Atendendo a essa situação, achei que fazer uma intervenção em que, de uma forma relativamente simples, ajudasse os colegas especialistas de MGF a não pedirem consultas que eventualmente não teriam necessidade em serem observadas em consulta de cardiologia. Realço como exemplo, apenas devido a um achado/ alteração de um meio complementar de diagnóstico, em doentes assintomáticos ou apenas com sintomas ligeiros pode não significar que esse paciente tenha que ter uma consulta de cardiologia ou de outra especialidade.

Foi nesse sentido que selecionei algumas situações de pedidos de consulta que me pareceram mais significativas e que eram repetidamente pedidas pelos colegas de MGF.

Aneurisma de septo interauricularpersistência de foramen ovale patenteprolapso da válvula mitral sem regurgitação ou com regurgitação ligeira. Válvula aórtica bicúspide isolada ou com ligeira regurgitação ou estenose ligeira. Uma outra situação frequente são provas de esforço em doentes relativamente jovens sem fatores de risco cardiovascular, provas assintomáticas com ligeiras alterações do segmento ST no fim do exercício que muitas vezes são chamadas provas falsamente positivas, significa terem apenas alterações do segmento ST, não tendo qualquer significado patológico.

Outra situação que nos tem chamado a atenção são exames de medicina nuclear em que o exame é relatado como não existindo defeitos reversíveis da perfusão, apenas defeitos fixos e que nos pedem pareceres se o doente terá isquemia. Uma situação de igual forma pertinente é a fadiga em doentes com IMC aumentado, com descondicionamento físico sem alterações estruturais no ecocardiograma. Temos ultimamente notado também um aumento de pedidos de consulta apenas devido a dilatação ligeira/ moderada da aorta ascendente. Situações de igual forma tranquila, se os doentes não tiverem patologia valvular aórtica nem síndroma de Marfan. Nestes casos essas dilatações não merecem cuidados diferenciados. Abordamos também algumas situações relativas a alterações ou melhor achados no ECG que não significam necessariamente patologia com necessidade de recurso a consulta de especialidade de cardiologia, destacamos a bradicardia sinusal, bloqueio AV do 1 grau, bloqueio ramo direito, etc, etc.

Muito resumidamente tentamos de uma maneira pragmática ajudar os colegas a ficarem tranquilos com algumas destas situações e dessa forma permitir que os doentes com patologia mais grave sejam atendidos mais atempadamente. Também lhes foi dito da nossa disponibilidade em trocarmos e-mails sempre que tiverem dúvidas.

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