19 Nov, 2019

Como reter médicos no SNS? Ana Jorge propõe pagar horas de urgência à parte

Médicos são obrigados a fazer 18 horas de urgência semanais. Muitos saem do SNS e é cada vez mais difícil preencher as escalas. A ex-ministra defende a diferenciação.

Fazer urgências é das situações mais desgastantes em que um médico pode ser colocado. Talvez por isso poucos profissionais as queiram fazer. Confrontados com a inevitabilidade do banco de urgência (que lhes ocupa 18 horas semanais), muitos optam por sair do SNS. Agora, a ex-ministra da Saúde Ana Jorge defende um modelo de remuneração alternativo para estes médicos.

Ana Jorge propõe que as horas feitas na urgências sejam diferenciadas das restantes, num modelo em que estas horas sejam contratualizadas com os médicos, em pacote. Para além disso, defende a diferenciação em função das responsabilidades de cada profissional.

Temos situações em que o chefe de equipa recebe menos do que o tarefeiro. Isto não faz sentido e desmotiva”, alerta a também médica pediatra, em declarações ao JN. “Isto implica uma negociação sindical e alterações na legislação mas é um caminho a estudar no sentido da valorização dos profissionais e do reconhecimento do trabalho diferenciado que é feito na urgência”.

Os problemas que vários hospitais enfrentam (um pouco por tudo o país) para preencherem as escalas de urgência não são novos mas têm vindo a agravar-se nos últimos meses. A juntar-se à falta de pediatras para assegurar a urgência do Hospital Garcia de Orta (e que já levou ao encerramento noturno da urgência por tempo indeterminado), somam-se outras queixas, nomeadamente no Hospital de Santa Maria, na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano ou no Hospital de Setúbal.

TC/SO

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