20 Dez, 2018

Receitas eletrónicas sem papel começaram a ser utilizadas nas prisões portuguesas

As receitas eletrónicas chegaram às prisões no dia 14, avançaram os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, e estão ao dispor de 140 médicos que trabalham no setor prisional.

O presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, Henrique Martins, disse à agência Lusa que as prisões eram o único setor que ainda usavam só receitas em papel, mas que agora se passou a usar o mesmo sistema informático que serve todo o Serviço Nacional de Saúde.

Em cinco dias, foram emitidas 238 receitas sem papel a 119 reclusos de vários estabelecimentos prisionais diferentes.

“É preciso distinguir que é um cenário diferente do habitual”, salientou, uma vez que as receitas eletrónicas são enviadas por correio eletrónico ou para um telemóvel usado pela instituição, como o da farmácia da prisão, uma vez que os reclusos não podem ter telemóveis próprios.

Apesar da mudança, o resultado é o mesmo, porque já era a prisão que aviava as receitas em nome do recluso. Como as receitas, as guias de tratamento podem ser enviadas da mesma forma.

Henrique Martins indicou que os reclusos com penas mais curtas têm acesso a todo o seu historial de consultas e prescrições dentro da cadeia quando saem.

A chegada da prescrição eletrónica significa que os serviços de saúde do Ministério da Justiça poderão ter “uma outra perceção do uso de medicamentos”, salientou, referindo que “esta população está fortemente medicada”, sobretudo para questões de saúde mental.

A prescrição eletrónica nas prisões resulta de um protocolo entre os ministérios da Saúde e da Justiça, que vão também colaborar para levar o registo eletrónico aos serviços hospitalares prisionais, também partilhando o sistema informático com o resto dos hospitais.

LUSA

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