18 Fev, 2020

Mais de 80% dos portugueses sem médico de família vivem na região de Lisboa

Governo voltou a falhar meta de meta da cobertura total - neste momento, cerca de 600 mil utentes ainda não têm clínico atribuído (500 mil em Lisboa).

A ministra da Saúde adiantou esta segunda-feira que cerca de 600 mil portugueses ainda não têm médico de família e que, desses, 500 mil residem na região de Lisboa. Marta Temido justificou o número com a inscrição no SNS de milhares de cidadãos estrangeiros, que vieram pressionar o sistema de saúde.

“Temos tido dificuldades em concretizar o objetivo porque temos um número significativo de cidadãos de outros países que se têm fixado em Portugal. Mais 200 mil inscritos do que tínhamos quando nos propusemos alcançar a nossa meta”, referiu a ministra.

Apesar de o número de utentes sem médico ter vindo a baixar de forma tímida ao longos dos anos (apesar de algumas variações contrárias), no final da anterior legislatura, em Outubro, o governo ficou longe do objetivo de conseguir uma cobertura total nos cuidados de saúde primários. E para o conseguir nos próximos quatro anos, o Ministério da Saúde terá forçosamente de aumentar de forma exponencial o número de especialistas em Medicina Geral e Familiar na região de Lisboa.

Isto porque há centros de saúde onde a capacidade de resposta é muito baixa. No centro de saúde de Algueirão, nos subúrbios da capital, 60% dos utentes não tem médico – são mais de 26 mil pessoas. Já no centro de saúde da Alameda, no ‘coração’ de Lisboa a situação é ainda pior: 65% não têm clínico atribuído (mais de 21 mil pessoas). Em Setúbal, o centro de saúde de São Sebastião não consegue dar resposta a quase 20 mil utentes. E na Amadora, são quase 21 mil o que ficam de fora. E os exemplos sucedem-se.

TC/SO

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