1 Abr, 2022

Diretora de infecciologia do Dona Estefânia obrigada a demitir-se devido a assédio laboral

Médica Maria João Brito optou pela demissão (ao invés de ser demitida) depois de um inquérito ter concluído que praticou assédio laboral e moral contra profissionais do seu serviço.

A responsável pelo serviço de infecciologia do Hospital Dona Estefânia foi intimada a demitir-se depois de um inquérito interno ter concluído que a médica Maria João Brito praticou assédio laboral e moral, avança a SIC Notícias.

A demissão de Maria João Brito foi o culminar de um processo de inquérito aberto pelo Centro Hospitalar de Lisboa Central (o CHULC, que integra o Dona Estefânia) na sequência de várias queixas apresentadas contra a médica.

Praticamente todos os enfermeiros e assistentes operacionais que trabalham no serviço de doenças infecciosas entregaram uma carta ao conselho de administração do centro hospitalar, em que denunciava vários casos de bullying laboral e moral, praticados pela médica. O comportamento de Maria João Brito terá levado a que vários profissionais tenham abandonado mesmo o hospital e com que outros não aceitassem integrar aquele serviço do Dona Estefânia.

Segundo a SIC, os denunciantes avisavam que, se nada fosse feito, avançariam para um processo em tribunal. O CHULC acabou por abrir um inquérito, o que fez aumentar o número de denúncias. Depois de ouvir os queixosos, onde se incluíam também médicos e médicos internos, o centro hospitalar confirmou as situações (que já se verificariam há vários anos) e apresentou duas opções a Maria João Brito: ou se demitia ou seria demitida.

A médica acabou por escolher abandonar voluntariamente o hospital mas, ao Expresso, apresentou uma razão difernete para a demissão, afirmando que a sua saída se tratava de uma “decisão pessoal” e que essa opção se devia “à forma como hoje se gerem as pessoas no Serviço Nacional de Saúde”, não tendo nunca referido a existência do inquérito interno.

SO

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