15 Fev, 2017

Calvície pode ser herdada das mães

O estudo indica que muitos dos genes identificados estão relacionados com a estrutura e desenvolvimento do cabelo, o que poderia ajudar na descoberta de medicamentos para tratar a calvície

Um estudo genómico sobre a calvície identificou mais de 200 regiões genéticas envolvidas na perda de cabelo, variações que podem ajudar a prever se alguém vai ficar careca ainda que sem o poder impedir.

O estudo, que constituiu a maior análise genética da calvície masculina feita até hoje, foi liderado por Saskia Hagenaars e David Hill, da Universidade de Edimburgo, Reino Unido, e foi publicado na revista científica norte-americana PLOS Genetics.

Até este estudo apenas tinham sido identificados um pequeno número de genes relacionados com a calvície. Agora, os cientistas da Universidade de Edimburgo examinaram dados sobre o genoma e a saúde de 52.000 participantes, fazendo um estudo sobre a associação entre o genoma e a calvície e identificando 287 regiões genéticas ligadas a esta.

Os cientistas criaram uma fórmula para fazer uma previsão da possibilidade de alguém ficar careca, com base na presença ou ausência de certos marcadores genéticos. Previsões com mais precisão ainda não são possíveis, mas os resultados podem ajudar a identificar subgrupos da população com maior risco de perda de cabelo.

Saskia Hagenaars explicou que foi “interessante identificar que muitos sinais genéticos para o padrão masculino da calvície vieram do cromossoma X, que os homens herdam das suas mães”.

LUSA/SO

 

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