26 Jul, 2018

É o maior concurso de sempre. Vão ser colocados 1234 médicos recém-especialistas

Concurso ainda não está publicado em Diário da República mas Bastonário dos Médicos avança que há 378 vagas para Medicina Geral e Familiar, que a serem preenchidas, poderiam dar um médico de família a todos os portugueses.

Tem luz verde para avançar aquele que será o maior concurso de sempre para colocação de médicos recém-especialistas em Portugal. O despacho do governo, que contempla um total de 1234 vagas, foi enviado esta quarta-feira para Diário da República. Contudo, quem lançou a notícia foi o Bastonário da Ordem dos Médicos, através de um post na rede social Facebook.

 

 

Segundo a informação avançada por Miguel Guimarães, das 1234 vagas, 817 serão para hospitais, 17 para a área de saúde pública e 378 para médicos de família. O DN avança que, se o total de vagas para médicos de família for preenchido – e se todos forem colocados em centros de saúde – poderia ficar praticamente resolvido o problema dos portugueses que ainda não têm médico de família atribuído (cerca de 700 mil). Apesar de lamentar o atraso na abertura do concurso, Miguel Guimarães congratula-se com o facto de o número de vagas para este tipo de profissionais ser superior ao de médicos que terminaram o internato.

Já há algumas semanas que se vinha intensificando a pressão para a colocação rápida destes jovens médicos, cujo internato terminou em abril. Tanto a Ordem dos Médicos como o Sindicato Independente dos Médicos e a Federação Nacional dos Médicos, as duas estruturas sindicais que representam os clínicos, desdobraram-se em apelos ao Ministério da Saúde, pedindo a abertura do concurso.

Este ano a expectativa para perceber quando abriria o concurso era grande, depois de no ano passado se ter verificado um atraso considerável. Nalguns casos, os jovens médicos tiveram de esperar 10 meses, depois de terminarem a formação na especialidade que escolheram, para poderem concorrer às vagas. O concurso atrasou-se de tal forma que só foi lançado em janeiro deste ano.

As críticas também aumentaram de tom depois de, a 13 de julho, o Governo ter lançado um outro concurso para a contratação de 400 médicos aposentados para exercerem funções no SNS. Um grupo de recém-especialistas em medicina geral e familiar lançou mesmo uma petição pública a exigir a abertura imediata do concurso que lhes permite exercer e receber como especialistas.

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