ENTREVISTAS
“É importante deixar de encarar a doença alérgica como algo passageiro”
“As doenças alérgicas e respiratórias continuam subvalorizadas na prática clínica em Portugal, muitas vezes com diagnósticos tardios e tratamentos inadequados”, alerta Mário Morais de Almeida, cocoordenador do Allergy & Respiratory Summit. Em entrevista, a propósito da próxima edição do encontro, que se realiza de 5 a 7 de fevereiro, no Porto, o imunoalergologista reforça que a articulação entre os vários níveis de cuidados médicos, primários e hospitalares, é crucial para melhorar a qualidade de vida das pessoas com condições alérgicas, otimizando assim os recursos clínicos e aumentando a qualidade dos atos.
“No cancro da mama, a qualidade do tratamento começa na qualidade do diagnóstico”
O cancro da mama continua a desafiar profissionais de saúde em todo o mundo, não apenas pelo avanço rápido das terapêuticas, mas também pela complexidade crescente no acompanhamento e qualidade de vida das pessoas afetadas.
Obesidade. A cirurgia ambulatória permite dar resposta a mais doentes
Gil Faria é cirurgião especialista em Obesidade e Metabolismo e coordenador dos Centros de Tratamento da Obesidade do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, e apela a que se olhe para a obesidade como uma doença incapacitante. Tendo sido pioneiro na cirurgia da obesidade em ambulatório, a nível da Península Ibérica, defende uma maior aposta neste tipo de intervenção em doentes de baixo risco, para que haja mais pessoas com aceso ao tratamento.
Cancros digestivos. “A IA vai ser fundamental no futuro da Gastrenterologia”
Os cancros digestivos são uma preocupação, sobretudo no mundo ocidental. Ricardo Rio-Tinto, consultor de Gastrenterologia na Fundação Champalimaud, alerta para os mais prevalentes, conhecidos por big five, e destaca a importância da inteligência artificial (IA) no diagnóstico precoce.
“Em Portugal não existe um programa de deteção precoce do cancro do pulmão”
Vítor Fonseca, coordenador da Unidade de Pneumologia do Hospital Dr. José de Almeida, em Cascais, alerta para o impacto das doenças respiratórias, nomeadamente do cancro do pulmão. Para o especialista é essencial apostar-se num programa de deteção precoce deste tipo de cancro.
“O papel do médico de família é central no aumento da adesão e da confiança nas vacinas antigripais”
Rui Costa, médico de família e membro do Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias (GRESP) da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), falou sobre a importância da vacinação antigripal. O especialista refere que os médicos de família devem esclarecer os doentes, recomendar e incentivar para que se protejam com as vacinas antigripais, que “são eficazes e seguras”, atitude que “pode levar à criação de valor e ganhos em saúde”.
USF-AN vai reunir médicos, enfermeiros e secretários clínicos “em defesa dos CSP e SNS”
Ana Ferrão é presidente da comissão organizadora do 15.º Encontro Nacional das USF, que decorre nos dias 18 e 19 de outubro, em Santarém. Em entrevista ao SaúdeOnline, aborda alguns dos temas do evento, como a atual situação das USF modelo B ou as unidades locais de saúde, e espera a presença de todos no evento como forma de se lutar pelo SNS.
HTA resistente. “A desnervação renal é um tratamento seguro e eficaz”
Manuel Almeida, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) fala sobre as guidelines apresentadas, recentemente, no ESC Congress 2024. O responsável destaca, em particular, as orientações sobre hipertensão resistente e desnervação renal.
Quando o diagnóstico de perturbação do espetro do autismo só acontece na idade adulta
É cada vez mais comum ser-se diagnosticado com uma perturbação do espetro do autismo (PEA) na idade adulta. Pedro Rodrigues é psicólogo clínico no PIN – Partners in Neuroscience e alerta os profissionais de saúde de que é possível ter uma vida social e profissional, apesar das dificuldades da PEA.
Reunião conta com apresentação de documento de consenso sobre IC de fração de ejeção preservada
A V Reunião do Núcleo de Estudos de IC da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna vai ter lugar no dia 28 de setembro, no Porto. Joana Pimenta, a coordenadora, faz uma antevisão do evento e anuncia a apresentação de um documento de consenso sobre insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada.



































