Infeções sexualmente transmissíveis. “Temos de aumentar a acessibilidade ao rastreio em consultas e de forma anónima e confidencial”

De acordo com o estudo português “Perceção da população portuguesa sobre as infeções sexualmente transmissíveis”, apresentado no ID Symposium 2026, 45% dos portugueses não realizam exames de rastreio e 59% têm vergonha de os fazer. Para Rita Maciel Barbosa, assistente Graduada em Medicina Geral e Familiar e coordenadora do Centro Integrado de Saúde Sexual do Porto, é preciso falar mais do assunto e desmistificar ideias como sexo oral é mais seguro mesmo sem preservativo.

“A diminuição da obesidade só será possível com três forças: prevenção séria, tratamento precoce e acesso real a terapêuticas eficazes”

Um estudo britânico indica que as taxas de obesidade estão a estabilizar, inclusive em Portugal. Mas para Gil Faria, médico, investigador e professor na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, é preciso olhar para os resultados com alguma cautela. Em entrevista, alerta que não se pode parar de lutar contra a doença e que ainda há muito trabalho pela frente, nomeadamente a implementação do Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade.

“Um dos maiores problemas ‘silenciosos’ dos resultados em Saúde é a falta de adesão ao tratamento”

Hoje assinala-se o Dia Mundial da Adesão. João Ramos, médico de Medicina Geral e Familiar e coordenador da USF Carnide Quer - ULS Santa Maria, alerta para o problema ‘silencioso’ da não adesão à medicação que acontece, sobretudo, em doenças crónicas assintomáticas.

“É importante deixar de encarar a doença alérgica como algo passageiro”

“As doenças alérgicas e respiratórias continuam subvalorizadas na prática clínica em Portugal, muitas vezes com diagnósticos tardios e tratamentos inadequados”, alerta Mário Morais de Almeida, cocoordenador do Allergy & Respiratory Summit. Em entrevista, a propósito da próxima edição do encontro, que se realiza de 5 a 7 de fevereiro, no Porto, o imunoalergologista reforça que a articulação entre os vários níveis de cuidados médicos, primários e hospitalares, é crucial para melhorar a qualidade de vida das pessoas com condições alérgicas, otimizando assim os recursos clínicos e aumentando a qualidade dos atos.

“Medicina e Literatura são áreas complementares na experiência da complexidade e do sofrimento humanos”

Hélder Teixeira Aguiar é médico de família e escritor. “Na Tua Mão” é o nome do livro que o levou a receber o Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís. Ao Jornal Médico de Família, fala sobre a sua obra e sobre as mais-valias da interligação entre a Medicina e a Literatura, sobretudo na empatia na relação médico-doente.

Gala MGFamiliar. “Queremos manter e tornar este evento um clássico da Medicina nacional”

A Gala MGFamiliar – Prémios Médicos de Família de Ouro 2026 vai decorrer no dia 9 de janeiro, às 21h30, na Ordem dos Médicos, no Porto. Estão abertas as inscrições para o evento que tem como objetivo reconhecer o trabalho dos especialistas em Medicina Geral e Familiar.

“A Comunicação em Saúde é a componente mais importante na clínica”

Dedicado, desde os primeiros tempos de carreira, à Comunicação em Saúde, José Mendes Nunes preza muito a relação médico-doente. Em entrevista, defende também o trabalho em equipa alargada nos cuidados de saúde primários e a promoção da literacia em saúde e da literacia em doença.

Miocardiopatia Amiloide por Transtirretina. “Os sintomas e sinais exigem vigilância redobrada”

A Miocardiopatia Amiloide por Transtirretina é uma doença rara, cujos sintomas são semelhantes a patologias cardíacas mais comuns. Face a esta complexidade, o diagnóstico é multifacetado, como explica Dulce Brito, cardiologista e membro do Conselho Técnico-Científico da Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca (AADIC). A especialista também fala sobre o manual lançado a pensar nos doentes.

“Os Cuidados Paliativos não tratam o fim da vida. Tratam a vida como ela é”

No Dia Mundial dos Cuidados Paliativos Pediátricos, a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) e várias sociedades médicas lançaram um manifesto que denuncia a situação desta área em Portugal. Em entrevista ao SaúdeOnline, Cândida Cancelinha, vice-presidente da APCP e especialista em Cuidados Paliativos Pediátricos no Hospital Pediátrico de Coimbra, explica os desafios enfrentados pelas equipas – tanto de Cuidados Paliativos Pediátricos como de adultos –, o impacto para as famílias e a urgência de garantir uma cobertura mais equitativa e eficaz. Para a médica, os Cuidados Paliativos não tratam o fim da vida, mas sim a vida em toda a sua duração, assegurando qualidade, dignidade e apoio personalizado aos doentes e suas famílias.

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