“O SNS tem vindo a pôr-se em causa a si mesmo”

Nuno Jacinto termina dois mandatos à frente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) com um balanço positivo, mas deixa alertas sobre a capacidade do SNS para fixar médicos de família, a dimensão das listas e o acompanhamento das equipas. Para o presidente cessante, o problema não está sobretudo em formar mais médicos, mas na incapacidade de os fixar onde fazem falta: “Se nos dizem que somos importantes e que somos o pilar, pois então, que sejam consequentes”.

“Temos feito um bom trabalho em Portugal na área da saúde respiratória”

Cláudia Vicente foi eleita presidente do International Primary Care Respiratory Group (IPCRG) para o mandato de 2026-2028. Ao Jornal Médico de Família, realça os avanços na área da saúde respiratória, apesar das melhorias necessárias, e alerta para a importância da vacinação extra-Programa Nacional de Vacinação. Depois de ter liderado o Grupo de Doenças respiratórias da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) é a segunda portuguesa à frente do Grupo. O primeiro foi o médico de família Jaime Correia de Sousa, entre 2016-2018.

  • “O grande desafio é conseguir selecionar, interpretar e perceber o que realmente deve mudar a prática clínica”

“O grande desafio é conseguir selecionar, interpretar e perceber o que realmente deve mudar a prática clínica”

A Medicina produz conhecimento a um ritmo cada vez mais acelerado, mas acompanhar tudo o que é publicado tornou-se um desafio para os médicos. Para André Cardoso, especialista em Medicina Geral e Familiar e presidente do Update em Medicina 2026, a formação contínua deve ajudar a distinguir o que é realmente relevante e traduzir a evidência em decisões concretas na prática clínica. É esta a lógica que esteve também na base do Update 2026 e que agora se prolonga com o Update 365.

Doença de Alzheimer. “Estima-se que cerca de 45% dos casos sejam preveníveis com modificações do estilo de vida”

Os primeiros sintomas de doença de Alzheimer nem sempre são valorizados, o que acaba por atrasar a procura de ajuda médica. Carolina Pires, coordenadora da área de Neurologia do Hospital Lusíadas Alfragide, fala sobre a doença e a importância do médico de família na prevenção e no diagnóstico precoce.

Cancro da cabeça e do pescoço. Lesões com mais de 3 semanas exigem ajuda médica imediata

Feridas na boca com mais de 3 semanas são um dos sintomas de cancro da cabeça e pescoço. Cláudia Vieira, presidente do Grupo de Estudos de Cancro da Cabeça e Pescoço, alerta para a importância do diagnóstico precoce no âmbito da campanha Make Sense. Além de apelar ao reforço da educação para a saúde, destaca o papel do dentista e do médico de família na luta contra este tumor e alerta para a escassez de cirurgiões e radiologistas diferenciados no setor público.

“A questão essencial é perceber de que médicos o país precisa”

A criação de Centros Clínicos Universitários pode aproximar o ensino médico, a investigação e os cuidados de saúde, contribuindo também para o desenvolvimento de regiões fora dos grandes centros. Mas, para Maria Fontão, presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM), a abertura de novos cursos, como o da UTAD e o que está em discussão para Évora, exige uma estratégia nacional que tenha em conta as necessidades futuras do país e a capacidade formativa existente.

“Cuidar do luto não é apenas uma tarefa dos profissionais de saúde mental”

A morte faz parte da vida, mas ainda existem dúvidas e dificuldades quando se fala de luto. Eunice D. R. Silva, especialista em Psicologia Clínica e Psicoterapia e psicóloga certificada e supervisora em Terapia Focada nas Emoções, alerta para a importância da formação dos profissionais de saúde nesta área, fazendo uma antecipação da terceira edição da European Grief Conference (EGC 2026), que vai decorrer entre 9 e 11 de setembro, no Porto. O evento é organizado localmente pela Sociedade Portuguesa de Terapia Focada nas Emoções (SPTFE) e pela Universidade da Maia, em parceria com instituições da Dinamarca, Irlanda e o Berevement Network Europe.

“Os programas de rastreio do cancro do pulmão são custo-efetivos e representam um investimento sustentável para os sistemas de saúde”

No âmbito do Dia Mundial do Cancro do Pulmão, assinalado a 1 de agosto, o SaúdeOnline entrevistou Ana Barroso, secretária da Direção do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão, sobre os desafios da prevenção, do rastreio e do diagnóstico precoce em Portugal. A especialista defende que a implementação de um programa de rastreio de base populacional deve ser uma prioridade para melhorar a sobrevivência e o prognóstico dos doentes.

“A manutenção de dois arquivos para a mesma informação consome espaço, recursos humanos, capacidade tecnológica e meios financeiros”

A Associação Nacional de Unidades de Diagnóstico por Imagem (ANAUDI), a Associação Nacional dos Laboratórios Clínicos (ANL), a Associação Nacional de Cardiologistas (ANACARD) e a Associação Nacional de Unidades de Gastrenterologia (ANUG) propõem ao Governo a criação de um regime único de arquivo e conservação documental, que elimine a obrigação de manter os registos, simultaneamente, em papel e em formato digital. Eduardo Moniz, presidente da Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde (FNS) e da ANAUDI explica as mais-valias de “um documento, um arquivo”.

2026-07-24T09:40:36+01:0023 Jul, 2026|Em-Destaque, Entrevista, Nacional, Últimas|

Enfermagem Forense. “Da urgência ao tribunal, cada gesto conta e cada profissional faz a diferença”

O I Simpósio Internacional de Enfermagem Forense vai decorrer no dia 6 de novembro, em Elvas. Catarina Aranha é presidente do Núcleo de Urgência de Elvas e enfermeira gestora do Serviço de Urgência do Hospital de Santa Luzia de Elvas faz uma antevisão do evento e alerta para a importância da formação nesta área da saúde para que se cuidar da melhor forma das vítimas de crime.

2026-07-23T13:03:32+01:0022 Jul, 2026|Em-Destaque, Entrevista, Nacional, Últimas|
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