“Estamos a criar orientações para que os doentes oncológicos tenham respostas adequadas e flexíveis”

Criar orientações para que os doentes oncológicos tenham respostas clínicas e organizacionais adequadas são dois dos principais objetivos do European Commission Initiative on Cancer. Hugo Ribeiro, médico paliativista e investigador, foi escolhido pela Comissão Europeia para integrar um painel de 15 especialistas que desenvolverão recomendações europeias relacionadas com os rastreios oncológicos e a abordagem terapêutica de doentes com cancro. Em entrevista, fala do trabalho "muito desafiante", mas também "muito gratificante".

Linfoma Cutâneo de Células T. “O principal desafio reside na semelhança clínica com dermatoses inflamatórias benignas”

O Linfoma Cutâneo de Células T é um cancro raro, que se confunde com dermatoses comuns na fase inicial. O atraso no diagnóstico deve-se à raridade da doença, mas também à falta de estudos nacionais que permitam caracterizar de forma rigorosa a incidência e prevalência no contexto português, de acordo com Manuel Abecasis, hematologista e presidente da Associação Portuguesa Contra a Leucemia.

“Falar de dor é falar de cuidado, de escuta e de respostas mais humanas e integradas”

A dor continua a ser uma das dimensões mais invisíveis e normalizadas no cancro da mama. No 5.º Congresso do Cancro da Mama do Algarve, que se realiza a 27 de fevereiro, em Lagos, o tema ganha centralidade para promover uma abordagem mais humana, integrada e consciente. Em entrevista, a fisioterapeuta Jacqueline Tavares, cofundadora do CCMA e presidente da Associação Mamativa, explica por que é urgente falar de dor — física, emocional e social — e escutar quem a vive.

“Tem de haver uma reviravolta completa na Oncologia em Portugal”

No âmbito do Dia Mundial do Cancro, que se assinala a 4 de fevereiro, Vítor Veloso, cirurgião oncológico e presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), falou ao SaúdeOnline sobre os desafios da prática clínica oncológica em Portugal e o papel da Liga no apoio aos doentes e aos profissionais de saúde.

Cancro do cérebro. “Por ser doença rara, há dificuldades no acesso a informação clara e fidedigna”

O cancro do cérebro é uma patologia rara, mas com forte impacto na vida de doentes e cuidadores. Renato Daniel, presidente da Associação Portuguesa de Cancro no Cérebro (APCCEREBRO) alerta para a falta de informação, assim como para o acesso desigual ao diagnóstico e tratamento e as falhas no apoio à saúde mental e reabilitação física.

“Os Cuidados Paliativos não tratam o fim da vida. Tratam a vida como ela é”

No Dia Mundial dos Cuidados Paliativos Pediátricos, a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) e várias sociedades médicas lançaram um manifesto que denuncia a situação desta área em Portugal. Em entrevista ao SaúdeOnline, Cândida Cancelinha, vice-presidente da APCP e especialista em Cuidados Paliativos Pediátricos no Hospital Pediátrico de Coimbra, explica os desafios enfrentados pelas equipas – tanto de Cuidados Paliativos Pediátricos como de adultos –, o impacto para as famílias e a urgência de garantir uma cobertura mais equitativa e eficaz. Para a médica, os Cuidados Paliativos não tratam o fim da vida, mas sim a vida em toda a sua duração, assegurando qualidade, dignidade e apoio personalizado aos doentes e suas famílias.

“A idade por si só não deve ser suficiente para afastar um diagnóstico de cancro da mama”

No âmbito do “Outubro Rosa”, em entrevista ao SaúdeOnline, o oncologista Nuno Tavares, da Unidade Local de Saúde de São João e da Atrys Portugal, alerta para o subdiagnóstico do cancro da mama em mulheres jovens e sublinha a importância da literacia em saúde e do autoconhecimento corporal para a deteção precoce.

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