Cancro da cabeça e do pescoço. Lesões com mais de 3 semanas exigem ajuda médica imediata

Feridas na boca com mais de 3 semanas são um dos sintomas de cancro da cabeça e pescoço. Cláudia Vieira, presidente do Grupo de Estudos de Cancro da Cabeça e Pescoço, alerta para a importância do diagnóstico precoce no âmbito da campanha Make Sense. Além de apelar ao reforço da educação para a saúde, destaca o papel do dentista e do médico de família na luta contra este tumor e alerta para a escassez de cirurgiões e radiologistas diferenciados no setor público.

“Os programas de rastreio do cancro do pulmão são custo-efetivos e representam um investimento sustentável para os sistemas de saúde”

No âmbito do Dia Mundial do Cancro do Pulmão, assinalado a 1 de agosto, o SaúdeOnline entrevistou Ana Barroso, secretária da Direção do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão, sobre os desafios da prevenção, do rastreio e do diagnóstico precoce em Portugal. A especialista defende que a implementação de um programa de rastreio de base populacional deve ser uma prioridade para melhorar a sobrevivência e o prognóstico dos doentes.

“Estamos a criar orientações para que os doentes oncológicos tenham respostas adequadas e flexíveis”

Criar orientações para que os doentes oncológicos tenham respostas clínicas e organizacionais adequadas são dois dos principais objetivos do European Commission Initiative on Cancer. Hugo Ribeiro, médico paliativista e investigador, foi escolhido pela Comissão Europeia para integrar um painel de 15 especialistas que desenvolverão recomendações europeias relacionadas com os rastreios oncológicos e a abordagem terapêutica de doentes com cancro. Em entrevista, fala do trabalho "muito desafiante", mas também "muito gratificante".

Linfoma Cutâneo de Células T. “O principal desafio reside na semelhança clínica com dermatoses inflamatórias benignas”

O Linfoma Cutâneo de Células T é um cancro raro, que se confunde com dermatoses comuns na fase inicial. O atraso no diagnóstico deve-se à raridade da doença, mas também à falta de estudos nacionais que permitam caracterizar de forma rigorosa a incidência e prevalência no contexto português, de acordo com Manuel Abecasis, hematologista e presidente da Associação Portuguesa Contra a Leucemia.

“Falar de dor é falar de cuidado, de escuta e de respostas mais humanas e integradas”

A dor continua a ser uma das dimensões mais invisíveis e normalizadas no cancro da mama. No 5.º Congresso do Cancro da Mama do Algarve, que se realiza a 27 de fevereiro, em Lagos, o tema ganha centralidade para promover uma abordagem mais humana, integrada e consciente. Em entrevista, a fisioterapeuta Jacqueline Tavares, cofundadora do CCMA e presidente da Associação Mamativa, explica por que é urgente falar de dor — física, emocional e social — e escutar quem a vive.

“Tem de haver uma reviravolta completa na Oncologia em Portugal”

No âmbito do Dia Mundial do Cancro, que se assinala a 4 de fevereiro, Vítor Veloso, cirurgião oncológico e presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), falou ao SaúdeOnline sobre os desafios da prática clínica oncológica em Portugal e o papel da Liga no apoio aos doentes e aos profissionais de saúde.

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