“Cuidar do luto não é apenas uma tarefa dos profissionais de saúde mental”

A morte faz parte da vida, mas ainda existem dúvidas e dificuldades quando se fala de luto. Eunice D. R. Silva, especialista em Psicologia Clínica e Psicoterapia e psicóloga certificada e supervisora em Terapia Focada nas Emoções, alerta para a importância da formação dos profissionais de saúde nesta área, fazendo uma antecipação da terceira edição da European Grief Conference (EGC 2026), que vai decorrer entre 9 e 11 de setembro, no Porto. O evento é organizado localmente pela Sociedade Portuguesa de Terapia Focada nas Emoções (SPTFE) e pela Universidade da Maia, em parceria com instituições da Dinamarca, Irlanda e o Berevement Network Europe.

“O mapeamento de redes de lesões pode aproximar-nos dos circuitos cerebrais envolvidos em patologias psiquiátricas”

O investigador português Gonçalo Cotovio, distinguido pela Genomic Press com o prémio “Rising Star”, explica como o mapeamento de redes de lesões cerebrais poderá ajudar a compreender melhor os mecanismos causais das doenças psiquiátricas.

“Uma pessoa com esquizofrenia pode ter uma vida ativa e funcional, com o tratamento adequado”

Quando se fala em esquizofrenia, ainda impera a ideia de que são pessoas que não conseguem ter vida profissional e familiar. Mas tal não corresponde à realidade, quando se tem acesso ao tratamento mais adequado. Henrique Prata Ribeiro é psiquiatra no Hospital Beatriz Ângelo – ULS Loures/Odivelas e fala sobre a doença, no âmbito da campanha “Vivo com esquizofrenia. E então?”.

“A prática da medicina não é apenas técnica e científica, mas também humanística e moral”

As 3.ªs Jornadas Medicina Narrativa vão realizar-se nos dias 4 e 5 de abril, em Lisboa. O objetivo é promover a importância das Humanidades Médicas, que têm benefícios quer para os doentes quer na prevenção do burnout dos profissionais de saúde, segundo Margarida Lobo Antunes, coordenadora do Departamento da Criança e do Adolescente do Hospital Lusíadas Lisboa.

Perturbações do comportamento alimentar. Projeto RIPA permitiu recuperação de 90% das utentes

Joana Crawford é psiquiatra do projeto RIPA - Resposta Integrada para as Perturbações do Comportamento Alimentar da Clínica Psiquiátrica de S. José, das Irmãs Hospitaleiras. Em entrevista, faz um balanço do programa de Hospital de Dia, que já devolveu a vida a várias mulheres entre os 14 e 60 anos.

  • stress

“O stress em si não é uma doença, mas em excesso aumenta o risco de patologias psiquiátricas”

O stress é uma resposta normal do organismo, mas em excesso contribui para o desenvolvimento de patologias como perturbação da ansiedade, depressão ou perturbação obsessivo-compulsiva. O psiquiatra Pedro Morgado apela a que se dê mais atenção ao stress agudo.

Quando o diagnóstico de perturbação do espetro do autismo só acontece na idade adulta

É cada vez mais comum ser-se diagnosticado com uma perturbação do espetro do autismo (PEA) na idade adulta. Pedro Rodrigues é psicólogo clínico no PIN – Partners in Neuroscience e alerta os profissionais de saúde de que é possível ter uma vida social e profissional, apesar das dificuldades da PEA.

  • depressão

“Alguns dos mecanismos envolvidos no burnout são centrais na depressão”

A síndrome de burnout não é uma patologia psiquiátrica, mas quando não é tratada, pode ser fator de risco para a depressão. João Bessa, presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), fala sobre as duas condições e apela à valorização do descanso e do ‘desligar’ do mundo digital nas férias.

  • Perturbação obsessivo-compulsiva

“A perturbação obsessivo-compulsiva, em si, é um risco, porque implica muito sofrimento”

Albino Oliveira-Maia, médico psiquiatra na Fundação Champalimaud, é também o presidente do conselho científico Associação Portuguesa OCD Foundation, que vai ser apresentada hoje, em Lisboa. Em entrevista, o responsável apela a que se aposte mais no conhecimento da perturbação obsessivo-compulsiva, inclusive junto dos profissionais de saúde.

Epilepsia. “Persiste o mito de que estas pessoas não podem levar uma vida normal”

O Purple Day, que se assinala a 26 de março, é celebrado no sentido de aumentar a conscientização e combater o estigma associado à epilepsia. Em entrevista, Francisco Barros, médico interno de formação específica em Neurologia na Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, aborda a importância deste dia, bem como os principais desafios atuais no que diz respeito ao diagnóstico e tratamento da epilepsia.

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