Cérebro e coração. “Queremos criar a noção de urgência de um Programa de Reabilitação Multidisciplinar”

Foi criada recentemente a Coligação Nação Invisível pela saúde cérebro-cardiovascular dos portugueses. Trata-se de um movimento agregador de todas as esferas da sociedade que queiram contribuir para uma atuação integrada na prevenção, diagnóstico atempado e acompanhamento adequado na doenças cérebro-cardiovasculares. A Coligação resulta de uma colaboração entre a Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca (AADIC), a Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), a Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos (PT.AVC), e a Novartis. Em entrevista ao SaúdeOnline, António Conceição, presidente da Portugal AVC, fala-nos deste movimento.

Reunião APIC. “Estamos a construir um programa que proporcione uma experiência formativa gratificante”

A 14.ª Reunião Anual da APIC vai realizar-se de 9 a 11 de novembro de 2023, em Peniche. O presidente da iniciativa, Pedro Jerónimo de Sousa, fala da “enorme responsabilidade” de organizar a “reunião mais importante a nível nacional na área da intervenção cardiovascular”, referindo que a Comissão Organizadora está focada na construção de um programa científico de valor para os profissionais, em prol da melhoria dos cuidados ao doente.

“Existe claramente um défice de unidades de Reabilitação Cardíaca no SNS”

Filipe Macedo, diretor do Programa Nacional para a Promoção das Doenças Cérebro-Cardiovasculares da Direção-Geral da Saúde, considera que têm sido dados passos importantes nesta área. É o caso da criação das vias verde AVC e EAM, contudo, diz que ainda é preciso apostar mais na educação para a saúde e na reabilitação cardíaca.

“É necessário investir nos serviços de Cardiologia, fornecendo mais recursos para a intervenção estrutural”

Rita Calé Theotónio é a mais recente presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC). Em entrevista ao SaúdeOnline, a cardiologista de intervenção do Hospital Garcia de Orta, em Almada, fala deste desafio, também pessoal, que assumiu em prol da Cardiologia de Intervenção.

Doenças do aparelho circulatório matam menos, mas ainda são principal causa de morte

A covid-19 foi a segunda principal causa de morte em 2021, com 12.986 óbitos, representando 10,4% do total de óbitos. "Este resultado tem em conta o número de óbitos em que a causa básica de morte, ou seja, a doença que iniciou a cadeia de acontecimentos patológicos que conduziram à morte, foi a doença covid-19", esclarece o INE.

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