IA. “A ambição é melhorar o serviço aos doentes sem perder o foco na ética”

“Investigação em Dermatologia Oncológica” foi o tema da reunião realizada, no passado dia 5 de maio, no Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO) Francisco Gentil, sob a organização do Serviço de Dermatologia. Os temas altos da iniciativa, que reuniram uma audiência abrangente, foram a Inteligência Artificial (IA) em saúde e a bioética relacionada a esta mesma questão. Cecília Moura, diretora do serviço, considera tratar-se, sem dúvida, de uma inovação que será uma mais-valia para a Dermatologia Oncológica. Contudo, é preciso desenvolvê-la e regulamentá-la, tendo em conta todas as questões éticas.

Cancro do ovário. “Após o diagnóstico, a alimentação não cura o cancro, mas é uma aliada”

Lúcia Correia, ginecologia do IPO Lisboa, destaca a importância da nutrição no cancro do ovário. Em entrevista aponta para alguns mitos relacionados com a alimentação do doente oncológico e que devem ser desmistificados pelo profissional de saúde.

Reportagem. “São cancros da mama muito graves, obrigam-nos a optar mais vezes pela mastectomia”

Em 2022, foram mais de 200 os casos de mulheres com cancro da mama que pediram apoio à Unidade de Senologia do Hospital Distrital de Santarém (HDS). Madalena Nogueira, a coordenadora, alerta para uma tendência preocupante: mulheres cada vez mais jovens com cancros mais agressivos como os triplos negativos e os HER2+.

Cancro da tiroide. “As terapêuticas dirigidas devem ser utilizadas para melhorar o prognóstico dos doentes”

Em entrevista, o endocrinologista Miguel Melo salienta que as chamadas terapêuticas dirigidas oferecem taxas de resposta superiores e uma menor toxicidade nos doentes com cancro da tiroide. O especialista destaca ainda os “resultados impressionantes” do ensaio que avaliou uma nova terapêutica dirigida, o selpercatinib, no tratamento de doentes com dois tipos de carcinoma da tiroide avançado e com mutação do gene RET (uma mutação presente na maioria dos casos).

“O cancro do ovário é habitualmente diagnosticado em mulheres na menopausa”

Em entrevista, Mónica Nave, oncologista do Hospital da Luz Lisboa, afirma que o cancro do ovário surge, habitualmente, após os 50 anos, em mulheres na menopausa. Segundo a especialista, trata-se do 8.º tipo de cancro mais comuns entre as mulheres. Contudo, é ainda diagnosticado tardiamente por, raramente, dar sintomas numa fase inicial.

Cancro pediátrico. “Os progressos no diagnóstico e tratamentos permitiram-nos atingir cerca de 80% de sobreviventes”

Hoje assinala-se o Dia Internacional da Criança com Cancro. Ao SaúdeOnline, Ana Maia Ferreira, diretora do Serviço de Pediatria do IPO Porto, fala-nos dos cancros pediátricos mais comuns e dos sobreviventes.

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