O Coração da Clínica
Assistente Graduado Sénior de MGF (Reformado); Mestre em Comunicação em Saúde pela Universidade Aberta; Doutorado em Clínica Geral pela Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa
Assistente Graduado Sénior de MGF (Reformado); Mestre em Comunicação em Saúde pela Universidade Aberta; Doutorado em Clínica Geral pela Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa
A iniciativa surge num contexto em que muitos utentes sem médico de família recorrem a múltiplas consultas em diferentes locais, incluindo serviços de urgência, o que aumenta o risco de polimedicação e de erros associados à medicação.
A OMS alertou que a quebra de confiança pode levar a retrocessos significativos, incluindo a possibilidade de alguns países deixarem de conseguir suportar os programas de vacinação previstos.
Sandra Cavaca, presidente do conselho de administração da ULS Amadora-Sintra, sublinhou que a reorganização deve ser integrada com os cuidados primários, reconhecendo que existem cerca de 190 mil utentes sem médico de família, o que dificulta a contratação de profissionais.
Embora a perda de acesso a médico de família no SNS leve a um aumento do recurso ao privado, o efeito é moderado. A probabilidade estimada de recorrer ao setor privado é de 13,4% entre quem mantém médico no SNS, subindo para 18,7% quando esse acesso é perdido.
A vigilância da gravidez de baixo risco por enfermeiros especialistas tem como objetivo garantir o acompanhamento de grávidas sem médico de família em unidades com baixa cobertura de Medicina Geral e Familiar, reforçando o acesso aos cuidados de saúde durante a gravidez.
Um novo diploma determina que os utentes com médico de família que não tenham tido contacto com o SNS há mais de cinco anos libertem a respetiva vaga nas listas, sem perderem, contudo, a inscrição e o acesso aos cuidados de saúde primários, desde que mantenham a tipologia de “registo atualizado”.