Portugal deve atingir 37 mil casos de infeção na primeira semana de janeiro
A ministra da Saúde admite que Portugal está "com uma ligeira aceleração face às previsões” do Instituto Ricardo Jorge.
A ministra da Saúde admite que Portugal está "com uma ligeira aceleração face às previsões” do Instituto Ricardo Jorge.
"Temos muitos casos a aparecer todos os dias, muitos com sintomas que exigem observação presencial", alerta o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Nuno Jacinto.
“Os serviços de urgência hospitalares acabam por ser vítimas da falência de outras partes do sistema”, com “picos de procura enormes” nos últimos dias, dizem os administradores hospitalares.
O número de pedidos mais que duplicou em dezembro, em resultado das “degradação dos serviços, que se acentuou", diz a Ordem dos Enfermeiros.
Com o número de contágios a crescer, as equipas que fazem o seguimento dos infetados e das cadeias de transmissão têm falta de meios. Militares já foram chamados.
Hospital não terá obstetras no serviço de urgência a 31 de dezembro e 1 de janeiro e contará com apenas dois médicos para a urgência geral.
Conclusão é de um estudo do Imperial College London e que resultou da análise de dezenas de milhares de casos de infeção com as variantes Ómicron e Delta.
Na última semana, foram atendidas pela Linha SNS24 mais de 240 mil chamadas, um crescimento de 30% face à semana anterior.
Estes “valores são consistentes com a cobertura vacinal”, revela o Inquérito Serológico Nacional. Algarve e Açores abaixo da média.
Perante este cenário, incidência acumulada de novos casos disparou nas últimas 24 horas, para 695 casos por cada 100.000 habitantes.