“Medicina e Literatura são áreas complementares na experiência da complexidade e do sofrimento humanos”

Hélder Teixeira Aguiar é médico de família e escritor. “Na Tua Mão” é o nome do livro que o levou a receber o Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís. Ao Jornal Médico de Família, fala sobre a sua obra e sobre as mais-valias da interligação entre a Medicina e a Literatura, sobretudo na empatia na relação médico-doente.

Gala MGFamiliar. “Queremos manter e tornar este evento um clássico da Medicina nacional”

A Gala MGFamiliar – Prémios Médicos de Família de Ouro 2026 vai decorrer no dia 9 de janeiro, às 21h30, na Ordem dos Médicos, no Porto. Estão abertas as inscrições para o evento que tem como objetivo reconhecer o trabalho dos especialistas em Medicina Geral e Familiar.

“A Comunicação em Saúde é a componente mais importante na clínica”

Dedicado, desde os primeiros tempos de carreira, à Comunicação em Saúde, José Mendes Nunes preza muito a relação médico-doente. Em entrevista, defende também o trabalho em equipa alargada nos cuidados de saúde primários e a promoção da literacia em saúde e da literacia em doença.

ULS Matosinhos. “A articulação tem sido melhorada ao longo dos anos, mas ainda há muito a fazer”

A ULS Matosinhos foi criada em 1999 e foi pioneira a nível nacional. O Jornal Médico de Família falou com Joana Santos, diretora clínica para os cuidados de saúde primários da ULS, para saber se ainda persistem desafios na articulação de cuidados.

“As tutelas devem perceber que tem de existir uma maior igualdade entre UCSP e USF”

Enquanto a UCSP de Loures não tem coordenador, Alda Monteiro assume essa responsabilidade, apesar de ser diretora clínica para os cuidados de saúde primários da ULS Loures-Odivelas. Com o lema do trabalho em equipa de saúde familiar, quis que a entrevista contasse com a participação dos responsáveis das áreas de Enfermagem e dos Assistentes Técnicos/Secretariado Clínico. Os três são unânimes: as UCSP não se vão extinguir e podem ser uma mais-valia para as novas gerações, mas é preciso que a tutela dê os mesmos incentivos a quem trata, sobretudo, dos utentes sem médico de família e com maiores necessidades.

Cancro do pulmão. Rastreio com TAC permitiu “redução de mortalidade em 20–25%”

O cancro do pulmão continua a ser diagnosticado tardiamente e o Governo anunciou que iria implementar, em breve, dois projetos-piloto de rastreio. Daniela Madama, membro da Comissão Científica do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão (GECP), aborda a importância desta medida, mas sem deixar de realçar os desafios inerentes, para que se dê uma resposta adequada a todos os resultados positivos.

Encontro de Outono da APMGF. “É uma forma de promover o diálogo entre diferentes gerações e perspectivas”

Andreia Lobo é membro da Comissão Organizadora da 2.ª edição do Encontro de Outono da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF). Em entrevista, faz uma antevisão do que se pode esperar de um evento, onde se dá importância à partilha de experiências entre gerações diferentes e que irá decorrer entre 20 e 22 de novembro, em Fátima.

“Na ULS Algarve estamos a reter mais de 90% dos médicos de família recém-especialistas”

Rubina Correia, diretora clínica para os cuidados de saúde primários (CSP) da ULS Algarve, considera que a transição para modelo unidade local de saúde (ULS) tem sido “intensa”. Mesmo assim, garante que tudo se tem feito para que os cuidados primários deem resposta a uma população cada vez mais envelhecida, um desafio ao qual se acrescenta o dos migrantes e dos turistas. Para atrair e fixar novos médicos de família, a responsável destaca alguns projetos, que começam a fazer a diferença.

“Enquanto o SNS se mantiver como está, vamos continuar a assistir ao seu definhamento progressivo”

Armando Brito de Sá aposentou-se ao fim de 41 anos de Medicina, dos quais 37 em Medicina Geral e Familiar, mas não ficou parado. Reduziu o número de horas dedicadas à profissão, mas mantém-se como médico ativo no Serviço Nacional de Saúde. Tendo participado na reforma dos cuidados de saúde primários, admite que não é fácil ir embora. Em entrevista, alerta para a necessidade de se mudar o atual modelo de saúde, para não se correr o risco do colapso do SNS. E deixa algumas dicas aos mais jovens para que a MGF seja sinal de satisfação e não de burnout.

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