Gastos com tarefeiros no SNS aumentaram mais de 50% em seis anos
A maioria das horas pagas a médicos tarefeiros são para assegurar escalas das urgências. Alentejo é a região com maior peso destes médicos no total dos gastos com pessoal.
A maioria das horas pagas a médicos tarefeiros são para assegurar escalas das urgências. Alentejo é a região com maior peso destes médicos no total dos gastos com pessoal.
Situação, que já levou ao encerramento da urgência obstétrica durante alguns dias, tende a agravar-se, uma vez que mais especialistas deverão abandonar o hospital.
Em causa está a falta de médicos, um problema que o diretor do serviço de Obstetrícia do Hospital de Setúbal classifica como “estrutural”.
O obstetra Diogo Ayres de Campos, que lidera a Comissão de acompanhamento recém-criada, considera que deve existir uma maior coordenação para que não aconteçam encerramentos em simultâneo e de forma desorganizada.
Em Portugal, diz a OM, não há falta de ginecologistas e obstetras em número absoluto mas sim carência nos hospitais públicos, que não conseguem atrair os especialistas.
Na USF da Baixa, em Lisboa, 30% dos utentes são estrangeiros. Profissionais falam várias línguas mas chegam a recorrer ao Google Tradutor ou aos filhos dos utentes.
A Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e no Parto lembra que a taxa de mortalidade materna tem vindo em crescendo nos últimos dez anos.