“Na ULS Algarve estamos a reter mais de 90% dos médicos de família recém-especialistas”

Rubina Correia, diretora clínica para os cuidados de saúde primários (CSP) da ULS Algarve, considera que a transição para modelo unidade local de saúde (ULS) tem sido “intensa”. Mesmo assim, garante que tudo se tem feito para que os cuidados primários deem resposta a uma população cada vez mais envelhecida, um desafio ao qual se acrescenta o dos migrantes e dos turistas. Para atrair e fixar novos médicos de família, a responsável destaca alguns projetos, que começam a fazer a diferença.

Gerir os doentes idosos em consultas de 20 minutos

O envelhecimento da população é uma tendência crescente, mas ainda é preciso dar vários passos para que os idosos sejam avaliados nas consultas com base nas suas especificidades. Atualmente, já existem ferramentas, inclusive validadas para Portugal, e que permitem ter-se uma visão holística da interação saúde-situação social dos mais velhos e que podem ser usadas nas consultas de 20 minutos dos médicos de família

“Podemos ser grande parte da solução para os utentes sem médico de família”

António Alvim é presidente da recente Associação Portuguesa de Médicos de Família Independentes-APMF, criada em maio deste ano. Em entrevista, defende a prescrição de MCDT no privado, com comparticipação do Estado, para todos os utentes que não têm médico de família. Além desta e de outras medidas, o responsável diz que a associação visa também dar voz aos muitos especialistas de Medicina Geral e Familiar que trabalham no privado.

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