ENTREVISTAS
Investigação nos CSP. “Há vários níveis de barreiras. Eu diria que a primordial é o facto de nós próprios não darmos muito valor”
Paulo Nicola, um dos coordenadores do Departamento de Investigação da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), aborda as dificuldades sentidas no terreno quando se trata de investigar em cuidados primários. Mas também desmistifica a ideia de que há poucas possibilidades em se conseguir avançar com um projeto de qualidade. Na entrevista, fala ainda do policy-brief, dos PBRN e dos centros académicos.
Linfoma Cutâneo de Células T. “O principal desafio reside na semelhança clínica com dermatoses inflamatórias benignas”
O Linfoma Cutâneo de Células T é um cancro raro, que se confunde com dermatoses comuns na fase inicial. O atraso no diagnóstico deve-se à raridade da doença, mas também à falta de estudos nacionais que permitam caracterizar de forma rigorosa a incidência e prevalência no contexto português, de acordo com Manuel Abecasis, hematologista e presidente da Associação Portuguesa Contra a Leucemia.
“A proximidade entre Cardiologia e MGF é fundamental para uma profícua prática clínica”
Manuel Carrageta fala sobre alguns dos avanços terapêuticos a que se tem assistido nos últimos 39 anos, desde que se começou a realizar este evento que começou por juntar a Cardiologia e a MGF. Contudo, como realça, mesmo os maiores avanços científicos não devem secundarizar a adoção de hábitos de vida saudável.
Cancro do pulmão. “A segmentectomia de porta única diminui riscos em futuras cirurgias”
José Miranda, cirurgião torácico, alerta para a importância do rastreio ao cancro do pulmão e realça as mais-valias da segmentectomia de porta única. Trata-se de uma nova técnica minimamente invasiva que, segundo o médico, é menos agressiva e diminui os riscos de possíveis futuras cirurgias.
“Urge conferir ferramentas aos profissionais de saúde para se desconstruir a hesitação vacinal”
Helena Soares é coordenadora da Formação Avançada em Hesitação Vacinal da NOVA Medical School, que se vai realizar entre 5 e 16 de maio, online, e cujas candidaturas estão abertas até 21 de abril. Em entrevista, aborda a forma como as redes sociais influenciam a não adesão à vacinação, que tem levado ao ressurgir de doenças.
ASTOR 2025. “Não existe um tratamento para a dor que seja igual para todos os doentes”
O Congresso “ASTOR 2025 - 32º Congresso de Medicina da Dor” vai realizar-se nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro de 2025, no Grande Auditório do ISCTE, em Lisboa, e terá como tema principal “Medicina à Medida”. Elsa Verdasca, responsável pelo evento, fala sobre a abordagem individualizada da dor.
67.º Congresso Nacional de Oftalmologia. “É um balanço extremamente positivo”
Joana Cardigos, médica oftalmologista da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), faz um “balanço extremamente positivo” do 67.º Congresso Nacional de Oftalmologia, que decorreu entre 5 e 7 de dezembro. Em entrevista, aborda, ainda, os avanços numa especialidade que tem evoluído bastante.
Estenose aórtica. “Os centros do SNS têm cada vez menos capacidade de resposta”
Jorge Mimoso, diretor do Serviço de Cardiologia na ULS do Algarve, alerta para o problema da estenose aórtica e para a dificuldade crescente de se dar resposta. No âmbito das X Jornadas de Cardiologia e Hipertensão do Algarve, que decorreram em novembro, o responsável apela, ainda, a que haja mais uma valência de cirurgia cardíaca e uma sala de hemodinâmica na região algarvia para se dar uma resposta local aos doentes da região.
Prémio Missão 70/26 incentiva inovação no controlo da hipertensão arterial
Na segunda edição do Prémio Missão 70/26, Rosa de Pinho, presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, sublinha que a iniciativa pretende estimular os profissionais de saúde a desenvolver projetos que promovam a literacia e a adesão terapêutica em saúde, com foco no controlo da hipertensão arterial.



































