8 Out, 2021

Inflamações nos pés e mãos são uma consequência do combate à infeção por SARS-CoV-2

O desenvolvimento de inflamações nas mãos e nos pés tinha sido definido como um sintoma inexplicável da doença covid-19.

De acordo com um novo estudo publicado no British Journal of Dermatology, o desenvolvimento de inflamações semelhantes a frieiras, inchaço e vermelhidão nas mãos e nos pés nos doentes, uma a quatro semanas após a infeção por SARS-CoV-2 , é uma reação diretamente associada à resposta do corpo humano ao vírus, sublinha a Visão.

Através de uma análise a amostras de sangue e pele de 50 indivíduos que desenvolveram frieiras depois de terem sido diagnosticados com covid-19 e 13 indivíduos com lesões semelhantes antes da pandemia, a equipa de investigação concluiu que a reação cutânea está associada à proteína-chave identificada na resposta antiviral – a interferon tipo 1 – e ao tipo de anticorpos citotóxicos que, por lapso, atacam as próprias células e tecidos além do vírus.

“Observamos uma ‘epidemia’ de lesões vasculíticas agudas e autorregenerativas nas mãos e nos pés de crianças e adolescentes assintomáticos. Estas lesões constituíram uma novidade que nos levou a estabelecer um vínculo com outra novidade muito mais grave, a covid-19, que também ocorreu quase simultaneamente”, pode ler-se no relatório do estudo.

Segundo revelam os dados, as queixas relativas a este tipo de lesões são mais predominantes nos jovens. Já em maio de 2020, o European Journal of Pediatric Dermatology tinha confirmado a existência de uma “epidemia” de casos entre crianças e adolescentes italianos. No entanto, de acordo com os especialistas e com base em declarações podólogo inglês Ivan Bristow para o The Guardian, na maioria dos casos, o problema desparece sozinho.

Anteriormente, de acordo com uma investigação no mesmo jornal, os investigadores tinham definido estas queixas como um sintoma da doença covid-19. De acordo com a porta-voz da British Skin Foundation, Veronique Bataille, já as inflamações “após a vacinação são muito raras”. Segundo a dermatologista, a raridade do desenvolvimento do “dedo do pé de Covid” entre os infetados com a variante Delta pode ser justificada pelo maior número de pessoas vacinadas ou pela proteção contra a doença resultado de infeções anteriores.

SO

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