11 Dez, 2018

Técnicos de diagnóstico e Ministério não chegaram a acordo. Greve de 11 dias avança

Ministério propôs aumento salarial para os técnicos na base da carreira mas sindicatos exigiam retroativos ao início de 2018. Greve começa hoje e estende-se, em dias intercalados, até 31 de dezembro.

Não saiu fumo branco da reunião que decorreu na tarde de ontem entre os sindicatos que representam os técnicos de diagnóstico e terapêutica e o Ministério da Saúde. A falta de entendimento em relação à tabela salarial leva, assim, os profissionais a iniciarem esta terça-feira uma greve de onze dias, que se vai estender até dia 31 de dezembro.

O presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas do Diagnóstico e Terapêutica, Luís Dupont, adiantou que o ministério deu por encerradas as negociações referentes à tabela salarial.

Este mês os técnicos de diagnóstico e terapêutica estiveram em greve nos dia 5 e 6 e preparam-se agora para parar também todos os dias desta semana (à exceção de quinta-feira), das 00h00 às 23h59 de cada dia. A greve continua nos dias 18, 19, 21, 26, 27, 28 e 31 deste mês. Estão, no entanto, previstos serviços mínimos para tratamentos oncológicos e casos urgentes.

“Não houve acordo entre os sindicatos. O Ministério da Saúde apresentou uma nova proposta, com uma ligeira alteração numa posição remuneratória da base, nos ressaltos salariais, mas muito longe da igualdade de tratamento que queremos”, justificou Luís Dupont, ao jornal Público.

A nova tabela salarial, que o Ministério vai aplicar a partir de 1 de janeiro, prevê que os técnicos na base da carreira passem a receber 1200 euros mensais (um aumento em relação aos atuais 1020 euros). No entanto, os sindicatos exigiam ao Ministério da Saúde que a nova tabela fosse aplicada desde o início deste ano com retroactivos. “É inaceitável. As carreiras foram publicadas em Agosto de 2017 e a tabela salarial devia ter sido aplicada desde 1 de Janeiro de 2018”, afirma o presidente do Sindicato.

Outro ponto em que não foi possível chegar a acordo diz respeito às progressões na carreira. Luís Dupont refere que o Ministério admitiu que pode haver um concurso no próximo ano para acesso à categoria de topo. “Mas essa abertura só afectaria 257 profissionais. Os restantes, 97%, ficam todos na base da carreira. Mais de oito mil trabalhadores ficam na base na carreira”, critica Dupont.

“Continuamos na expectativa de que o Governo pondere e aproxime posições com os Sindicatos sob pena de estes intensificarem a luta para além do já previsto até 31 de Dezembro, com novas formas de luta”, conclui. Na próxima quarta-feira haverá um desfile e concentração em Coimbra.

Saúde Online

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