Porque continuamos a investir mais na diálise do que no diagnóstico precoce?
Nefrologista da ULS Lisboa Ocidental
Nefrologista da ULS Lisboa Ocidental
Médico Assistente de Medicina Geral e Familiar, USF Marco | ULS Tâmega e Sousa; Coordenador do Grupo de Estudos de Doenças Cardiovasculares (GEsDCard) da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
Os resultados do HÉRCULES, o estudo que vai permitir ter uma noção exata da realidade da doença renal crónica em Portugal, poderá reforçar o investimento na prevenção e no diagnóstico precoce desta patologia. Quem o afirma é Rui Miranda, médico de Medicina Geral e Familiar e regente do Mestrado Integrado em Medicina da Universidade do Algarve.
No âmbito do projeto Hércules, Carlos Aguiar, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, destaca a importância deste estudo de âmbito nacional que pretende conhecer a realidade da doença renal crónica (DRC). Em entrevista, realça que Portugal tem das taxas mais elevadas de pessoas com esta patologia que necessitam de hemodiálise e transplante. Como explica Anabela Rodrigues, presidente do CIMEN-DRC: “É uma doença silenciosa e que tem grande impacto na qualidade de vida das pessoas, na mortalidade, no consumo de recursos e que ameaça a sustentabilidade da oferta de serviços.” “É uma doença silenciosa e que tem grande impacto na qualidade de vida das pessoas, na mortalidade, no consumo de recursos e que ameaça a sustentabilidade da oferta de serviços.” A mesma mensagem é transmitida por Graça Freitas, ex-diretora geral da Saúde, que alerta para uma patologia “que não se sente”. Na sua opinião, o Hércules vai permitir ter uma noção exata da prevalência da DRC em Portugal.
Tendo em conta que faltam dados concretos para dar maior visibilidade à DRC e ao seu impacto na saúde, a Boehringer Ingelheim (BI) iniciou o Projeto HÉRCULES, o primeiro estudo nacional de prevalência da DRC em Portugal. Tendo em conta a taxa de filtração glomerular (TFGe) e o rácio albumina/creatinina em amostra de urina (RACu), vai ser possível ter uma noção exata da realidade nacional para que se definam recursos e estratégias, como salienta Noélia Lopez, diretora médica da Boehringer Ingelheim Portugal.
Médico de Família na USF São Miguel-o-Anjo, ULS Médio Ave; Diretor do Internato Médico de MGF da ULS Médio Ave
A doença renal crónica (DRC) é uma “epidemia silenciosa”, sendo fundamental apostar-se no rastreio e no diagnóstico precoce, face às novas terapêuticas que permitem atrasar a progressão desta patologia. Quem o afirma é Sónia Sousa, assistente graduada de Nefrologia e diretora de Serviço de Nefrologia da ULS Gaia Espinho.
A doença renal crónica é uma patologia silenciosa, com elevado impacto na saúde, mas ainda existe algum desconhecimento sobre a sua realidade em Portugal. Para colmatar esta lacuna, a Boehringer Ingelheim (BI) lançou o Projeto Hércules, como explica em entrevista Noélia Lopez, diretora médica da empresa, a Vanessa Jacinto, Head of Market Access and Public Affairs da BI.
Os órgãos consultivos e científicos do projeto HÉRCULES – o estudo da Boehringer Ingelheim que vai dar uma visão real do impacto da doença renal crónica em Portugal – conta com um painel de especialistas de diferentes áreas do conhecimento nos órgãos consultivos e científicos.
Diretora médica da Boehringer Ingelheim Portugal