79% dos adultos com doenças crónicas inquiridos estão preocupados com o impacto dos vírus respiratórios como o VSR
Quarenta por cento das pessoas com vírus sincicial respiratório (VSR) sofrem perturbações na saúde durante um mês ou mais e mais de um terço refere um agravamento das doenças crónicas existentes após ter contraído um vírus respiratório, como o VSR, de acordo com o estudo ROSA.

São substanciais e frequentemente prolongadas as perturbações que o VSR pode causar na vida quotidiana de adultos com determinadas doenças crónicas1, revelam os dados de um inquérito da GSK. Perturbações que têm um impacto negativo na saúde mental, reduzem a confiança na gestão das doenças existentes e levam a uma maior dependência de terceiros para a realização das tarefas diárias. 1
Para assinalar a Semana de Sensibilização para o VSR de 2026, que decorre entre 2 e 8 de novembro, foram inquiridos 6 041 adultos com 18 ou mais anos, em 10 países, com determinadas doenças crónicas (doenças cardiovasculares, diabetes tipo 1 e 2, asma, doença pulmonar obstrutiva crónica – DPOC, doença renal crónica e hipertensão) sobre a sensibilização e as experiências associadas ao VSR. 1
O impacto dos vírus respiratórios nos inquiridos foi particularmente acentuado em alguns grupos: mais de metade (52%) dos adultos com asma referiu que os seus sintomas se agravaram quando contraíram um vírus respiratório, tal como 45% das pessoas com DPOC, 35% das pessoas com doença renal crónica, 29% das pessoas com doenças cardiovasculares e 27% das pessoas com diabetes.1
Entre todos os inquiridos, mais de um terço (36%) teve uma recuperação mais demorada do que o esperado, um quarto (25%) precisou de consultas adicionais ao médico de família ou aos serviços de cuidados de saúde primários e 18% recorreram a serviços de urgência.1
Entre aqueles que tinham tido contacto específico com o VSR, os efeitos podiam prolongar-se muito para além da infeção inicial: 40% afirmaram que a sua saúde ficou comprometida durante um mês ou mais, enquanto quase 1 em cada 10 (9%) referiu que demorou mais de um ano até que a sua saúde voltasse ao normal ou que ainda não tinha recuperado totalmente.1
Mais de metade (55%) descreveu os seus sintomas de VSR como moderadamente graves ou muito graves, sendo que esta percentagem aumentava para 68% entre os inquiridos com doença renal crónica ou DPOC, 64% entre aqueles com doença cardiovascular e 63% entre aqueles com asma.1
“Viver com uma doença crónica significa ter de pensar cuidadosamente na saúde todos os dias. Quando o VSR ou outra infeção respiratória surge, o impacto pode ir muito além de uma indisposição durante alguns dias. Pode afetar a independência e a capacidade de continuar a fazer as coisas que são importantes. As pessoas que vivem com doenças crónicas devem questionar o seu profissional de saúde sobre quais as medidas que podem tomar para ajudar a prevenir a infeção por VSR”, refere Joana Louro.
A dimensão do problema em Portugal
Em Portugal, os dados do estudo ROSA11, um estudo retrospetivo de base de dados, o primeiro que analisou o impacto da doença provocada pelo VSR, em contexto hospitalar em pessoas maiores de idade, mostram que, no período analisado, as hospitalizações associadas ao VSR representaram até 10% das hospitalizações por infeções respiratórias incluídas na análise, com custos diretos médios por hospitalização de aproximadamente 4 757 euros.
O estudo observou uma mortalidade hospitalar de cerca de 20% nos doentes hospitalizados com infeção por VSR e de cerca de 13% nos doentes hospitalizados com gripe. Foram também observadas diferenças no tempo de internamento e na necessidade de oxigénio e cuidados intensivos, evidenciando uma carga clínica hospitalar relevante associada ao VSR.
Uma lacuna na conversa com os profissionais de saúde
O VSR pode causar doença respiratória em adultos com 60 ou mais anos. 2 Em 2019, só nos países desenvolvidos, estimou-se que o VSR fosse responsável por cerca de 470 000 hospitalizações e 33 000 mortes hospitalares em adultos com 60 anos ou mais4. Os adultos que vivem com doenças cardiovasculares, diabetes, doença renal crónica, asma e DPOC apresentam um risco acrescido de doença grave por VSR, como a doença do trato respiratório inferior (DTRI) e as suas complicações.5,6
Apesar deste impacto potencial, a sensibilização nem sempre se traduz em conversas com profissionais de saúde. Quatro em cada cinco (79%) inquiridos afirmaram estar preocupados com a possibilidade de um vírus respiratório interferir no controlo da sua doença crónica ou agravar os seus sintomas. 1 No entanto, quase metade (46%) não tinha discutido o VSR com um profissional de saúde nos últimos dois anos, incluindo um terço (33%) que afirmou nunca ter abordado o assunto.1 Esta discrepância foi particularmente notória entre os inquiridos mais idosos: 66% dos adultos com idades compreendidas entre os 18 e os 49 anos tinham discutido o VSR com um profissional de saúde nos últimos dois anos, em comparação com 45% dos adultos com 50 anos ou mais.1
“Estes resultados destacam uma lacuna importante entre o impacto potencial do VSR e a gravidade com que esse risco está a ser considerado pelas pessoas que vivem com determinadas doenças crónicas. Uma maior sensibilização para o VSR e as suas potenciais consequências pode ajudar a garantir que seja reconhecido como uma parte importante da saúde respiratória em geral e incentivar os adultos que vivem com determinadas doenças crónicas a considerar os riscos de uma infeção por VSR”, afirma Robalo Cordeiro.
Os dados do inquérito sublinham a necessidade de tornar o VSR uma parte mais visível do debate sobre a saúde respiratória e as doenças crónicas. Para os adultos que possam estar em risco acrescido, falar com um profissional de saúde pode ajudá-los a compreender melhor o VSR e as medidas que podem tomar para ajudar a prevenir uma infeção por VSR.
O inquérito global da Semana de Sensibilização para o VSR 2026 foi realizado online pela Human8, em nome da GSK, entre 15 de julho e 7 de agosto de 2026. Foram inquiridos 6 041 adultos com 18 ou mais anos que vivem com uma ou mais condições de saúde crónicas, incluindo doenças cardiovasculares, doença renal crónica, diabetes, DPOC, asma e hipertensão, em 10 países: Austrália, Brasil, Canadá, Alemanha, Itália, Japão, México, Polónia, Espanha e Taiwan.1
Referências:
- Human8 on behalf of GSK. August 2026. RSV Awareness Week Survey of 6,041 adults aged 18 and over in 10 countries (Australia, Japan, Taiwan, Mexico, Brazil, Canada, Poland, Germany, Spain and Italy). Data on File.
- Wildenbeest JG, et al. Respiratory syncytial virus infections in adults: a narrative review. Lancet Respir Med. 2024;12(10):822–836.
- Savic M, et al. Respiratory syncytial virus disease burden in adults aged 60 years and older in high-income countries: a systematic literature review and meta-analysis. Influenza Other Respir Viruses. 2023;17(1):e13031.
- Panozzo CA, et al. Leveraging Real-World Evidence to Define Severe RSV Lower Respiratory Tract Disease in Adults. Infect Dis Ther. 2025;14(1):275–281.
- Njue A, et al. Systematic literature review of risk factors for poor outcomes among adults with respiratory syncytial virus infection in high-income countries. Open Forum Infect Dis. 2023;10(11):ofad513.
- Centers for Disease Control and Prevention (CDC). About RSV. Available at: https://www.cdc.gov/rsv/about/index.html Last accessed: September 2026.
- National Institute of Allergy and Infectious Diseases, Respiratory Syncytial Virus (RSV). Available at: https://www.niaid.nih.gov/diseases-conditions/respiratory-syncytial-virus-rsv. Last accessed: September 2026.
- Centers for Disease Control and Prevention. RSV in Adults. Available at: https://www.cdc.gov/rsv/adults/index.html. Last accessed: September 2026.
- Centers for Disease Control and Prevention. Clinical Overview of RSV. Available at: https://www.cdc.gov/rsv/hcp/clinical-overview/index.html. Last accessed: September 2026.
- Grace M, et al. Economic burden of respiratory syncytial virus infection in adults: a systematic literature review. J Med Econ. 2023;26(1):742–759.
- Poster ARBI0133 – Clinical and economic burden of respiratory syncytial virus among adults hospitalized with acute respiratory infections in Portugal – 13th International RSV Symposium | March 12-15, 2025 | Iguazu Falls, Brazil
COMUNICADO












