28 Dez, 2020

Médica Sandra Braz foi a primeira a ser vacinada no Santa Maria

A escolha da médica internista para ser a primeira profissional a ser vacinada no Santa Maria deveu-se ao facto de estar “na linha da frente” com os doentes.

A médica internista Sandra Braz foi a primeira profissional de saúde a ser vacinada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, dando início ao processo de vacinação contra a covid-19 no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN).

O processo teve início às 10:30 no piso 9 do no Hospital de Santa Maria, onde está localizado o Centro de Vacinação, com a vacinação da coordenadora da Unidade de Internamento de Contingência da Infeção Viral Emergente.

A vacinação começou um dia depois do primeiro lote com 9.750 vacinas, desenvolvida pela Pfizer-BioNTech, ter chegado a Portugal e que se destina aos profissionais de saúde dos centros hospitalares universitários do Porto, São João, Coimbra, Lisboa Norte e Lisboa Central.

Para o presidente do CHULN, Daniel Ferro, as primeiras vacinas serem destinadas aos profissionais de saúde “é um reconhecimento daqueles que todos os dias enfrentam o risco mais elevado da pandemia” de covid-19.

Trata-se de profissionais da linha de frente, que todos os dias na urgência, nas enfermarias, nos cuidados intensivos ou a fazer testes destinam todo o seu tempo aos doentes com maior risco, mas também aos doentes que por vezes precisam de “cuidados mais leves” e que são seguidos preferencialmente no domicílio, disse Daniel Ferro à agência Lusa.

A escolha de Sandra Braz para ser a primeira profissional de saúde a ser vacinada no CHULN, que integra os hospitais Santa Maria e Pulido Valente, deveu-se ao facto de estar “na linha da frente” com os doentes, mas também de ter “a responsabilidade de coordenar todas as equipas”.

“A doutora Sandra Braz tem tido uma responsabilidade acrescida, enquanto profissional e enquanto coordenadora do núcleo de internamento de covid-19, que tem assistido milhares de doentes e, portanto, é provavelmente a área com mais pressão em termos de doentes de internamento”, salientou Daniel Ferro.

O responsável destacou ainda a importância da vacinação: “é muito importante que, além da autoproteção, das medidas organizacionais de proteção, acresça agora uma vacina que os protege biologicamente, não a 100%”, mas que os deixa “obviamente mais protegidos”.

Sobre quantos profissionais vão ser vacinados, avançou que nesta fase serão quase dois mil. Seguir-se-ão outras fases, em função do número de vacinas que forem sendo alocadas aos hospitais, em que se espera vacinar, pelo menos, cerca de 5.500 profissionais.

Segundo o presidente do centro hospitalar, a adesão dos profissionais à vacina “foi ótima”, tendo havido grupos com taxas acima dos 90%, o que significa que “houve da parte das pessoas o reconhecimento e a consciência de que é importante este ato”.

A vacinação além de ser “um ato de proteção, é um ato de cidadania” em que, afirmou, “nos protegemos a nós, às nossas famílias, mas também a sociedade”.

Para Daniel Ferro, esta vacina permite encarar “o futuro com muito mais confiança, com uma luz de esperança”, mas defendeu que é preciso manter “as regras apertadas e sentir que à medida que o tempo avançar” a população vai ficando cada vez mais protegida desta epidemia” que, a partir de agora, “terá um fim à vista, seja em julho ou seja em novembro”, mas isso acontecerá.

LUSA

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