O Plano de Saúde Outono-Inverno prevê a criação, ao longo dos próximos meses, nas urgências hospitalares e centros de saúde, de áreas próprias de atendimento de doentes com queixas respiratórias. Os novos espaços, designados Áreas Dedicadas para Doentes Respiratórios (ADR), entrarão em funcionamento num período em que aumenta a sintomatologia respiratória e consequente afluência às urgência, este ano agravadas com a conjugação da gripe sazonal e pandemia de Covid-19.

A diferença em relação às atuais Áreas dedicadas ao Covid-19 criadas nos hospitais e centros de saúde, em abril, é que, nas ADR, estarão misturados doentes potencialmente infetados com SARS-CoV-2 e com outros vírus respiratórios.

Estas áreas deverão disponibilizar testes rápidos para todos estes doentes, de modo a que contacto entre doentes Covid e não Covid seja o mais reduzido possível. Esta medida faz parte do plano integrado de resposta apresentado ontem pelo Ministério da Saúde.

Os especialistas aplaudem a estratégia mas consideram que o plano deveria ter sido apresentado mais cedo. “Devíamos ter tido esta estratégia em junho, para estar a ser operacionalizada em agosto e estar no terreno agora”, diz o médico Filipe Froes, em declarações ao jornal i.

O timing é também demasiado tardio para o presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares: “Este documento deveria ter sido apresentado em Junho. O final de Setembro é um momento de decisão e implementação”, sublinha Alexandre Lourenço.

TC/SO

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