Os testes visam aferir, por um lado, que médicos, enfermeiros, técnicos e assistentes operacionais, em contacto com doentes com covid-19, estão infetados sem o saber, porque não têm sintomas, e, por outro, os que estão protegidos contra a infeção, porque desenvolveram anticorpos específicos, e qual o grau de proteção adquirido, se duradouro ou não.

Os profissionais de saúde vão ser monitorizados de três em três semanas, por um período de pelo menos três meses, precisa o IGC em comunicado, assinalando que “a informação recolhida será crucial para proteger e cuidar destes profissionais, gerir equipas e serviços e garantir a sustentabilidade da prestação de cuidados de saúde”.

Além disso, a iniciativa “reunirá informação para preparar a resposta do país para outras possíveis vagas de infeção”, acrescenta o IGC.

As pessoas que vão ser testadas trabalham nos serviços de urgência, medicina interna, pneumologia, infecciologia e patologia clínica, adiantou o IGC à Lusa.

A iniciativa, que começou na semana passada, pretende alargar-se a 3.000 profissionais de saúde de outros hospitais, mas também de centros de saúde, a definir.

O anúncio do IGC, instituição que pertence à Fundação Calouste Gulbenkian, surge depois de a Fundação Champalimaud ter iniciado, igualmente na semana passada, testes de imunidade (serológicos) à covid-19 a 667 enfermeiros e assistentes operacionais dos hospitais de Santa Maria, em Lisboa, e Santo António, no Porto.

SO/LUSA

 

Notícias Relacionadas:

Santa Maria inicia hoje testes de imunidade a doentes e profissionais

Testes feitos a partir de hoje no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte permitem aferir o grau de exposição ao novo coronavírus.

Ordem da Trindade, sem nenum caso de Covid-19, rastreia todos os profissionais e utentes

São feitos testes sistemáticos para os recursos humanos e para os utentes, que têm sido sujeitos a uma avaliação rotineira da temperatura.

Mais de 60% dos casos suspeitos em profissionais de saúde sem vigilância ativa

Apenas um quarto realizou o teste nas primeiras 24 horas, revela um inquérito da Escola de Saúde Pública.

ler mais