A Ordem dos Médicos (OM) condenou esta quinta-feira veementemente a agressão a uma médica num centro de saúde de Almada e lamentou “a inação” das autoridades para evitar estas situações.

“A Ordem dos Médicos condena veementemente todas as formas de agressão, muito em particular as que atentam contra quem dedica a sua vida a salvar a vida de todos nós, mesmo em condições muito difíceis como as que vivemos este ano”, afirma a Ordem dos Médicos, em comunicado, no qual expressa igualmente a “total solidariedade” com a médica agredida.

“A minha primeira palavra de solidariedade vai para a nossa colega, que viu a sua integridade e dignidade atingidas de uma maneira que não pode ser admitida de forma alguma numa democracia. O Estado tem de saber proteger todos os cidadãos, e de forma especial os profissionais que colocam a sua vida ao serviço dos outros”, destaca o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, no comunicado.

“Não podemos também deixar de condenar que o assunto muito sério do aumento das agressões contra profissionais de saúde seja tratado ao sabor das notícias, com as autoridades competentes a ficarem-se pelos lamentos e a pouco ou nada fazerem para evitar que estas situações se repitam. Se não forem tomadas medidas exemplares contra quem agride, o sentimento de impunidade alastra e não beneficia ninguém”, lamenta Miguel Guimarães.

 

Sindicato também já reagiu 

 

Por outro lado, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) também condenou a agressão a mais uma médica e anunciou que vai pedir uma reunião urgente com o diretor nacional da PSP para o sensibilizar para a questão do “flagrante delito”.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral do SIM, Roque da Cunha, manifestou a sua solidariedade com uma médica que foi agredida por uma utente numa unidade do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Almada.

Segundo o SIM, a médica estava a fazer triagem para consultas não programadas (segundo o protocolo de segurança implementado em tempo de pandemia) quando foi “agredida verbal e fisicamente” por uma utente que exigia uma consulta no imediato para obter uma declaração de falta justificada para uma filha, o que nem sequer é “um motivo de urgência clínica”.

Também O Sindicato dos Médicos da Zona Sul manifestou em comunicado o seu apoio e solidariedade com a colega agredida.

SO/LUSA

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