29 Mar, 2021

Novo centro de saúde de Alcântara concluído em 15 meses

Este centro de saúde faz parte “de um conjunto de nove, que já estão concluídos ou em obra, no número total de 14 centros”, referiu Fernando Medina.

A construção do novo centro de saúde de Alcântara, em Lisboa, arrancou, num investimento de 2,9 milhões de euros, e deverá estar concluída em pouco mais de um ano.

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS), e a ministra da Saúde, Marta Temido, marcaram presença na cerimónia de lançamento da primeira pedra da Unidade de Saúde Familiar (USF) de Alcântara, um equipamento que, de acordo com o município, servirá 15.200 utentes.

“A renovação das Unidades de Saúde Familiar da cidade Lisboa era, sem dúvida, algo que a população merecia. Que acabássemos com os centros de saúde em prédios de habitação, muitas vezes mal servidos, com dificuldades de acesso”, salientou Fernando Medina.

O presidente da autarquia sublinhou que “esses centros de saúde estão a acabar e estão a dar origem a modernas Unidades de Saúde Familiar, bem equipadas, amplas, com muito mais valências que os antigos centros de saúde”.

A nova USF de Alcântara, situada junto ao Museu da Carris, “vai dispor de gabinetes de consulta médica, de enfermagem, salas de tratamento, sala de exames; sala de saúde oral, e serviços de apoio psicólogo e serviço social, terapia da fala e nutrição”, indica a câmara em nota de imprensa.

Este centro de saúde faz parte “de um conjunto de nove, que já estão concluídos ou em obra, no número total de 14 centros”, referiu ainda Fernando Medina.

A Câmara de Lisboa e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo assinaram protocolos em 2017 para a construção ou requalificação de 14 centros de saúde, no âmbito do programa ‘Lisboa, SNS Mais Próximo’, que representa um “investimento global de cerca de 40 milhões de euros”.

Inicialmente estava previsto que estes equipamentos substituíssem, até 2020, centros de saúde em prédios de habitação frequentados por mais 300 mil utentes.

Em fevereiro do ano passado, o presidente da autarquia estimou que “no final de 2021, início de 2022”, o processo esteja concluído e a capital disponha de “centros de saúde com mais valências do que aquelas que hoje normalmente um centro de saúde tem na cidade de Lisboa”.

Apesar dos atrasos, Fernando Medina defendeu hoje que o programa está “em franco desenvolvimento” e “a um ritmo bastante bom”.

A ministra da Saúde destacou, por seu turno, que os “últimos meses têm sido muito difíceis para os serviços de saúde” e que “todo o mundo percebeu a importância da saúde” no desenvolvimento da vida quotidiana.

Marta Temido ressalvou, porém, que o lançamento da primeira pedra da USF de Alcântara “não é fruto apenas de uma atenção que apareceu agora”.

“É resultado de uma visão, de uma estratégia para o país e para a cidade de Lisboa”, defendeu.

O chefe do executivo municipal e a ministra da Saúde visitaram ainda as obras dos centros de saúde do Alto dos Moinhos e da Alta de Lisboa, iniciadas no ano passado e que, segundo Medina, estão “em fase muito adiantada de conclusão”.

LUSA

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