Estatuto das ordens põe “em perigo SNS”, diz FNAM
O novo estatuto das ordens profissionais “precariza o trabalho médico e põe em perigo o futuro do Serviço Nacional de Saúde”, na opinião da Federação Nacional dos Médicos (FNAM).
O novo estatuto das ordens profissionais “precariza o trabalho médico e põe em perigo o futuro do Serviço Nacional de Saúde”, na opinião da Federação Nacional dos Médicos (FNAM).
Especialista em Medicina Geral e Familiar
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) critica o atual estado do setor da saúde em Portugal e emite recomendações.
Segundo o Centro Hospitalar de Leiria, as vagas ocupadas foram de anestesiologia, cirurgia geral, dermatovenereologia, medicina interna (duas), oncologia médica, ortopedia e pediatria, todas estas consideradas carenciadas. Acrescem as vagas de gastrenterologia, oftalmologia, pneumologia e psiquiatria (duas).
O coordenador desta comissão, Mário Jorge Neves, demitiu-se por discordar da nova lei-quadro das ordens profissionais e da proposta do novo estatuto da Ordem dos Médicos, que classifica de “ofensiva liquidacionista” do Governo contra os médicos.
A Ordem dos Farmacêuticos espera que o Governo altere a proposta de estatutos enviada na semana passada e que, entre outras matérias, admite que não farmacêuticos possam realizar atos até agora apenas reservados àqueles profissionais.
A OE reuniu-se ontem com o Governo para analisar a proposta de novos estatutos, na sequência da alteração da lei que regula estas instituições, depois de ter recebido o documento na “quarta-feira às 11 da noite com um prazo para pronúncia até terça-feira, com dois feriados e um fim de semana pelo meio”, lamentou a bastonária.
“Em caso de doença aguda, ligue SNS24. Tem todas as informações (…), é uma questão de literacia”, afirmou Fernando Araújo, que ontem foi ouvido na Comissão Parlamentar de Saúde, a pedido do PCP, sobre o encerramento de blocos de parto na Região de Lisboa e Vale do Tejo.
Numa carta enviada na terça-feira à noite à secretária de Estado da Promoção da Saúde, a que a Lusa teve acesso, Mário Jorge Neves explica os motivos da sua demissão, sublinhando o desacordo com a chamada nova lei das ordens e com a proposta de texto para os novos estatutos da Ordem dos Médicos, elaborada pelo Governo.
O plano da DGS considera que a criação de um Observatório de Literacia em Saúde “é fundamental” para identificar lacunas e monitorizar as tendências de evolução da literacia em saúde, avaliar os impactos de programas e intervenções, identificar grupos vulneráveis, promover a equidade em saúde e apoiar a formulação de políticas públicas.