27 Jun, 2022

Mais de 20 médicos terão falsificado entradas e saídas ao serviço em hospitais de Lisboa

Médicos já foram constituídos arguidos e continuam em funções. A denúncia foi feita por um outro médico que trabalha no mesmo centro hospitalar.

Mais de duas dezenas de médicos, que exercem funções em hospitais do centro de Lisboa, estão a ser investigados por falsificarem entradas e saídas ao serviço. Os clínicos, que já foram constituídos arguidos, pediam a outros colegas que “picassem o ponto” por eles, ludibriando, desta forma, o sistema de controlo da assiduidade, diz o Público.

Os arguidos estão indiciados pelos crimes de fraude informática e burla e continuam em funções no Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (que reúne os Hospitais de São José, D. Estefânia, Santa Marta, Capuchos e Curry Cabral, e ainda a Maternidade Alfredo da Costa), que, de resto, já foi alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária. Na origem das buscas terá estado uma denúncia anónima feita por um outro médico.

Nestes hospitais, onde trabalham mais de dois mil médicos, há dois sistemas de controlo de assiduidade: um mais antigo, que implica que o profissional de saúde introduza uma password no computador no início do turno, e outro mais recente, o biométrico, que passa pela utilização da impressão digital. A fraude terá sido realizada através do primeiro sistema, através da partilha de passwords entre os médicos, que as utilizavam para enganar o controlo de assiduidade.

O sistema biométrico encontrou sempre grande oposição da parte dos médicos, quando começou a ser introduzido, há 15 anos. O bastonário dos médicos, à época Pedro Nunes, alegava que o novo sistema de controlo iria diminuir a produtividade. Hoje, o sistema antigo ainda coexiste com o biométrico em muitos hospitais do SNS.

SO

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