7 Jul, 2026

Inteligência artificial mostra potencial para prever a progressão do glaucoma, mas persistem desafios

Uma revisão sistemática concluiu que os modelos de inteligência artificial conseguem prever a progressão do glaucoma com precisão moderada a elevada. Apesar dos resultados promissores, os investigadores alertam que ainda existem limitações que impedem a sua utilização rotineira.

Inteligência artificial mostra potencial para prever a progressão do glaucoma, mas persistem desafios

A inteligência artificial (IA) continua a afirmar-se como uma ferramenta promissora na Oftalmologia, mas a sua integração na prática clínica ainda enfrenta vários desafios. Esta é a principal conclusão de uma revisão sistemática recentemente publicada, que analisou 46 trabalhos provenientes de 43 estudos dedicados à previsão da progressão do glaucoma.

Segundo os investigadores, os diferentes modelos de IA demonstraram uma capacidade de previsão globalmente moderada a elevada, recorrendo a informação proveniente de exames como a tomografia de coerência ótica (OCT), campos visuais, fotografias do nervo ótico e outros dados clínicos.

No entanto, a revisão identificou uma grande heterogeneidade entre os estudos, quer na metodologia utilizada, quer na forma como os resultados foram avaliados. Os autores apontam ainda limitações relacionadas com a falta de validação externa, a reduzida transparência de alguns algoritmos e a dificuldade em integrar estas ferramentas nos fluxos de trabalho clínicos.

Apesar destes obstáculos, os especialistas consideram que a IA poderá desempenhar um papel importante na identificação precoce dos doentes com maior risco de progressão, permitindo um acompanhamento mais personalizado e decisões terapêuticas mais informadas.

Os autores defendem que futuras investigações deverão apostar em metodologias mais uniformes, validação em populações reais e maior explicabilidade dos modelos, de forma a facilitar a sua adoção pelos profissionais de saúde.

SO

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