30 Jun, 2026

ULS da Lezíria avança com investimento superior a 19 milhões de euros até 2030

A ULS da Lezíria está a executar um conjunto de investimentos superior a 19 milhões de euros para modernizar equipamentos, requalificar infraestruturas e reforçar a capacidade assistencial. O plano inclui 29 projetos e abrange mais de 205 mil utentes da região da Lezíria do Tejo.

ULS da Lezíria avança com investimento superior a 19 milhões de euros até 2030

A Unidade Local de Saúde (ULS) da Lezíria está a desenvolver um programa de investimento superior a 19 milhões de euros, financiado maioritariamente por fundos do Portugal 2030, com o objetivo de modernizar equipamentos, requalificar infraestruturas e reforçar a resposta prestada aos utentes.

Os projetos foram apresentados numa sessão pública realizada no Hospital Distrital de Santarém e integram um conjunto de 29 iniciativas a concretizar até 2030, abrangendo os cuidados hospitalares e os cuidados de saúde primários de uma população superior a 205 mil utentes dos nove concelhos da Lezíria do Tejo.

Segundo o presidente do conselho de administração da ULS da Lezíria, Pedro Marques, trata-se de um investimento essencial para renovar instalações e equipamentos, permitindo prestar cuidados de saúde com maior qualidade, segurança e eficácia.

Uma das principais vertentes do plano passa pela renovação tecnológica, através da aquisição de equipamentos destinados ao hospital e às unidades de cuidados de saúde primários. Entre os investimentos previstos encontram-se equipamentos de imagiologia, tecnologia cirúrgica e sistemas de monitorização.

Está igualmente prevista a aquisição de 146 camas hospitalares elétricas e de novos sistemas informáticos, destinados a modernizar processos assistenciais e administrativos e a aumentar a eficiência dos serviços.

Em paralelo, decorre um programa de requalificação das áreas de internamento, que inclui intervenções nos serviços de medicina, cirurgia, obstetrícia/neonatologia e psiquiatria, bem como a criação de uma Unidade de Cuidados Intermédios de Medicina Interna.

O plano contempla ainda a construção de novas infraestruturas, entre as quais um edifício dedicado à psiquiatria e pedopsiquiatria, uma unidade de preparação de citotóxicos, uma nova base da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e a renovação de redes consideradas críticas, como o abastecimento de água e o sistema elétrico.

Pedro Marques salientou que estes projetos representam mais do que obras e aquisição de equipamentos, constituindo um investimento na inovação, na qualidade e humanização dos cuidados de saúde e na valorização dos profissionais.

O responsável defendeu também que a modernização das instalações e da tecnologia é determinante para aumentar a atratividade da instituição e contribuir para a fixação de recursos humanos. Nesse âmbito, destacou o recente recrutamento de profissionais para várias especialidades e de nove médicos de família, que irão reforçar os cuidados de saúde primários e prestar assistência a cerca de 14 mil utentes.

Relativamente aos constrangimentos provocados pelas obras em curso, Pedro Marques apelou à compreensão da população, alertando que os trabalhos deverão intensificar-se até ao final do verão.

O presidente da ULS reconheceu que as intervenções terão impacto no quotidiano de trabalhadores e utentes, nomeadamente através do ruído e da poeira, considerando, contudo, que esses incómodos são inevitáveis num processo de modernização desta dimensão.

Pedro Marques sublinhou ainda que todos os projetos em execução são considerados prioritários, destacando investimentos em áreas como a hematologia, a saúde mental, a criação de novos centros de diagnóstico e a futura instalação de um robô cirúrgico.

No âmbito da sua estratégia de desenvolvimento, a ULS da Lezíria pretende também reforçar a aposta na investigação e na formação, estando a ser avaliada a criação de um serviço dedicado a estas áreas, com o objetivo de aumentar a diferenciação e a atratividade da instituição.

Entre as metas definidas está ainda o posicionamento da ULS da Lezíria entre as unidades de saúde mais diferenciadas do país, acompanhando o crescimento demográfico e o aumento da procura de cuidados na região.

Questionado sobre a abertura de unidades privadas de saúde na região, Pedro Marques considerou que não existe uma saída significativa de profissionais do Serviço Nacional de Saúde, defendendo antes uma lógica de complementaridade entre os setores público e privado.

Segundo o responsável, o mercado de trabalho na área da saúde é dinâmico e as unidades privadas podem assumir um papel de parceria na resposta às necessidades da população.

 

LUSA/SO

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