24 Mar, 2026

Fórum SIPPT 2026 quer colocar dor crónica no centro das políticas públicas

A SIP Portugal promove, a 29 de maio, em Lisboa, o Fórum SIPPT 2026, que reúne especialistas e decisores para afirmar a dor crónica como prioridade nacional. A iniciativa decorre no auditório da Ordem dos Médicos.

Fórum SIPPT 2026 quer colocar dor crónica no centro das políticas públicas

O Fórum SIPPT 2026 realiza-se no dia 29 de maio, entre as 14h30 e as 18h00, no auditório da Ordem dos Médicos, em Lisboa, sob o tema “Dor Crónica: Responsabilidade Partilhada, Resposta Integrada”. A iniciativa, promovida pela SIP Portugal, reunirá decisores políticos, entidades governamentais, reguladores, profissionais de saúde, parceiros sociais e associações de doentes.

O objetivo é posicionar a dor crónica como uma prioridade nacional nas agendas da saúde, do trabalho e das políticas públicas. Segundo o Comité Executivo da SIP Portugal, o Fórum constitui “uma oportunidade particularmente relevante” para mobilizar decisores e promover compromissos institucionais com impacto na organização dos cuidados, na proteção social e na sustentabilidade socioeconómica das pessoas com dor crónica.

A organização alerta que, apesar da sua magnitude, a dor crónica continua subvalorizada nas estratégias nacionais de saúde, mantendo-se uma realidade “invisível” que exige respostas políticas urgentes, em linha com recomendações internacionais e com o direito ao alívio da dor.

O programa inclui duas sessões temáticas. A primeira, “Dor Crónica: Responsabilidade Partilhada e Implementação da ICD11”, aborda o reconhecimento da dor crónica como entidade clínica autónoma e os desafios da sua integração na Classificação Internacional de Doenças (ICD11) da Organização Mundial da Saúde. A segunda, “Resposta Integrada: Saúde, Trabalho e Direitos”, centra-se no impacto da dor crónica na vida laboral, proteção social, requalificação e participação ativa dos doentes.

A dor crónica apresenta maior prevalência em doenças musculoesqueléticas, reumatológicas, neurológicas e neuromusculares, podendo afetar todas as idades. O seu impacto ultrapassa o sofrimento físico, comprometendo a saúde mental, a vida familiar e a capacidade funcional, com reflexos económicos e laborais significativos.

No âmbito da sua missão, a SIP Portugal tem vindo a desenvolver trabalho de sensibilização junto de partidos políticos e entidades públicas de saúde para a necessidade de políticas estruturadas nesta área. Mais informações e inscrições estão disponíveis em https://sip-pt.pt/.

COMUNICADO/SO

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