ENTREVISTAS
“A investigação clínica com canábis medicinal tem um enorme potencial de crescimento em Portugal”
Joel Passarinho, diretor da Unidade de Investigação Clínica do INFARMED, esclarece o que prevê a legislação portuguesa sobre ensaios clínicos com canábis medicinal.
“O mapeamento de redes de lesões pode aproximar-nos dos circuitos cerebrais envolvidos em patologias psiquiátricas”
O investigador português Gonçalo Cotovio, distinguido pela Genomic Press com o prémio “Rising Star”, explica como o mapeamento de redes de lesões cerebrais poderá ajudar a compreender melhor os mecanismos causais das doenças psiquiátricas.
“O grande desafio é reduzir o tempo até ao diagnóstico do linfoma”
No Dia Mundial do Linfoma, a hematologista Ana Martins, do Hospital de Santo António dos Capuchos, alerta para a importância do diagnóstico precoce, sublinhando que atrasos podem comprometer o prognóstico e destaca os avanços terapêuticos que melhoraram a sobrevivência e qualidade de vida.
“As tutelas devem perceber que tem de existir uma maior igualdade entre UCSP e USF”
Enquanto a UCSP de Loures não tem coordenador, Alda Monteiro assume essa responsabilidade, apesar de ser diretora clínica para os cuidados de saúde primários da ULS Loures-Odivelas. Com o lema do trabalho em equipa de saúde familiar, quis que a entrevista contasse com a participação dos responsáveis das áreas de Enfermagem e dos Assistentes Técnicos/Secretariado Clínico. Os três são unânimes: as UCSP não se vão extinguir e podem ser uma mais-valia para as novas gerações, mas é preciso que a tutela dê os mesmos incentivos a quem trata, sobretudo, dos utentes sem médico de família e com maiores necessidades.
E-book sobre cancro da próstata é “um alerta e um apelo à ação preventiva”
O cancro da próstata, quando detetado numa fase precoce, tem uma taxa elevada de sucesso terapêutico. Mas para que se possa pedir ajuda atempadamente, é preciso apostar-se na literacia, daí que a Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde tenha lançado um e-book sobre a doença, como nos explica Cristina Vaz de Almeida, a presidente da Sociedade.
Cancro do pulmão. Rastreio com TAC permitiu “redução de mortalidade em 20–25%”
O cancro do pulmão continua a ser diagnosticado tardiamente e o Governo anunciou que iria implementar, em breve, dois projetos-piloto de rastreio. Daniela Madama, membro da Comissão Científica do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão (GECP), aborda a importância desta medida, mas sem deixar de realçar os desafios inerentes, para que se dê uma resposta adequada a todos os resultados positivos.
“As competências adquiridas no Executive Master permitem-me ajudar a encontrar soluções para os desafios da minha instituição de saúde”
Como médica neurocirurgiã, Cláudia Faria sentiu falta de formação em gestão durante o curso e o internato. No Executive Master em Gestão de Serviços de Saúde do ISCTE Executive Education, ganhou competências de liderança, motivação de equipas e gestão estratégica.
Encontro de Outono da APMGF. “É uma forma de promover o diálogo entre diferentes gerações e perspectivas”
Andreia Lobo é membro da Comissão Organizadora da 2.ª edição do Encontro de Outono da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF). Em entrevista, faz uma antevisão do que se pode esperar de um evento, onde se dá importância à partilha de experiências entre gerações diferentes e que irá decorrer entre 20 e 22 de novembro, em Fátima.
“Cuidar do setor convencionado é cuidar do próprio SNS”
É preciso uma “atualização urgente”, no SNS, das tabelas de atos e valores convencionados, segundo Nuno Castro Marques, diretor-Geral da ANL – Associação Nacional dos Laboratórios Clínicos.
“É necessário requalificar o papel da Medicina Interna (…) É preciso reconhecimento e remuneração adequada”
Distinguido com o Prémio Nacional de Medicina Interna 2025, Armando Carvalho, internista e professor catedrático jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, foi reconhecido pelos seus pares como uma das figuras mais marcantes da especialidade. Em entrevista, reflete sobre o significado da distinção, os desafios da Medicina Interna, o futuro do SNS e os projetos que ainda o movem — entre eles, a estruturação da nova subespecialidade de Doenças do Fígado.
“Na ULS Algarve estamos a reter mais de 90% dos médicos de família recém-especialistas”
Rubina Correia, diretora clínica para os cuidados de saúde primários (CSP) da ULS Algarve, considera que a transição para modelo unidade local de saúde (ULS) tem sido “intensa”. Mesmo assim, garante que tudo se tem feito para que os cuidados primários deem resposta a uma população cada vez mais envelhecida, um desafio ao qual se acrescenta o dos migrantes e dos turistas. Para atrair e fixar novos médicos de família, a responsável destaca alguns projetos, que começam a fazer a diferença.



































