ENTREVISTA2020-11-19T16:29:10+00:00

ENTREVISTAS

“A diminuição da obesidade só será possível com três forças: prevenção séria, tratamento precoce e acesso real a terapêuticas eficazes”

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Um estudo britânico indica que as taxas de obesidade estão a estabilizar, inclusive em Portugal. Mas para Gil Faria, médico, investigador e professor na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, é preciso olhar para os resultados com alguma cautela. Em entrevista, alerta que não se pode parar de lutar contra a doença e que ainda há muito trabalho pela frente, nomeadamente a implementação do Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade.

Perturbações do sono. “O médico de família é quem melhor pode detetar se uma insónia é um sintoma de depressão ou ansiedade”

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São várias as perturbações do sono e o diagnóstico precoce é fundamental, segundo Teresa Costa, membro da Direção da Associação Portuguesa do Sono. A especialista salienta o papel do médico de família, da tecnologia como ferramenta de consciencialização para este problema de saúde e das medidas de higiene do sono.

Investigação nos CSP. “Há vários níveis de barreiras. Eu diria que a primordial é o facto de nós próprios não darmos muito valor”

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Paulo Nicola, um dos coordenadores do Departamento de Investigação da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), aborda as dificuldades sentidas no terreno quando se trata de investigar em cuidados primários. Mas também desmistifica a ideia de que há poucas possibilidades em se conseguir avançar com um projeto de qualidade. Na entrevista, fala ainda do policy-brief, dos PBRN e dos centros académicos.

Linfoma Cutâneo de Células T. “O principal desafio reside na semelhança clínica com dermatoses inflamatórias benignas”

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O Linfoma Cutâneo de Células T é um cancro raro, que se confunde com dermatoses comuns na fase inicial. O atraso no diagnóstico deve-se à raridade da doença, mas também à falta de estudos nacionais que permitam caracterizar de forma rigorosa a incidência e prevalência no contexto português, de acordo com Manuel Abecasis, hematologista e presidente da Associação Portuguesa Contra a Leucemia.

“Falar de dor é falar de cuidado, de escuta e de respostas mais humanas e integradas”

A dor continua a ser uma das dimensões mais invisíveis e normalizadas no cancro da mama. No 5.º Congresso do Cancro da Mama do Algarve, que se realiza a 27 de fevereiro, em Lagos, o tema ganha centralidade para promover uma abordagem mais humana, integrada e consciente. Em entrevista, a fisioterapeuta Jacqueline Tavares, cofundadora do CCMA e presidente da Associação Mamativa, explica por que é urgente falar de dor — física, emocional e social — e escutar quem a vive.

“O hipoparatiroidismo é a última situação de deficiência hormonal primária que ainda não é tratada de forma sistemática através da substituição da hormona em falta”

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A terapêutica convencional pra hipoparatiroidismo baseada exclusivamente em cálcio e vitamina D pode revelar-se insuficiente para alcançar alguns dos parâmetros bioquímico, de acordo com as últimas guidelines. Em entrevista, Neil Gittoes, médico endocrinologista e professor universitário, explicou as novas recomendações no Congresso Português de Endocrinologia 2026/77.ª Reunião Anual da SPEDM, em Coimbra.

“Tem de haver uma reviravolta completa na Oncologia em Portugal”

No âmbito do Dia Mundial do Cancro, que se assinala a 4 de fevereiro, Vítor Veloso, cirurgião oncológico e presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), falou ao SaúdeOnline sobre os desafios da prática clínica oncológica em Portugal e o papel da Liga no apoio aos doentes e aos profissionais de saúde.

“É importante deixar de encarar a doença alérgica como algo passageiro”

“As doenças alérgicas e respiratórias continuam subvalorizadas na prática clínica em Portugal, muitas vezes com diagnósticos tardios e tratamentos inadequados”, alerta Mário Morais de Almeida, cocoordenador do Allergy & Respiratory Summit. Em entrevista, a propósito da próxima edição do encontro, que se realiza de 5 a 7 de fevereiro, no Porto, o imunoalergologista reforça que a articulação entre os vários níveis de cuidados médicos, primários e hospitalares, é crucial para melhorar a qualidade de vida das pessoas com condições alérgicas, otimizando assim os recursos clínicos e aumentando a qualidade dos atos.

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