Arouca com “hospital de proximidade” para agilizar colheitas de sangue e eletrocardiogramas
O diretor clínico da ULS Entre o Douro e Vouga, Carlos Carvalho, explicou que o "hospital de proximidade" vem complementar a oferta já existente de telecardiologia, realizada à distância com recurso a meios audiovisuais.

O município de Arouca, onde algumas localidades chegam a distar cerca de 60 quilómetros do Hospital de São Sebastião, está a testar um “hospital de proximidade” que assegura, uma vez por semana, a realização de colheitas de sangue e, em breve, de eletrocardiogramas aos residentes. De acordo com informação divulgada pela autarquia do distrito de Aveiro, integrada na Área Metropolitana do Porto, o projeto “Arouca – Hospital de Proximidade” pretende evitar deslocações a Santa Maria da Feira, onde funciona o Hospital de São Sebastião, unidade sede da Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga (ULS EDV).
A presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, sublinhou que a iniciativa contribui para melhorar o acesso aos cuidados de saúde em territórios de baixa densidade populacional. “O hospital de proximidade contribui de forma significativa para a melhoria da acessibilidade aos cuidados de saúde, em particular a populações residentes em territórios de baixa densidade, como é o nosso”, afirmou, destacando ainda a racionalização de recursos e a redução de custos e incómodos associados às deslocações.
A parceria entre o município e a ULS EDV ainda não se encontra em pleno funcionamento, mas, desde o início de janeiro, já permitiu realizar cerca de 100 colheitas de sangue. Está agora em preparação o arranque da realização de eletrocardiogramas.
Os exames decorrem às quintas-feiras, com capacidade para atender até 15 utentes para análises clínicas e igual número para exames cardíacos. Compete à autarquia assegurar o transporte das amostras para os respetivos laboratórios.
O diretor clínico da ULS EDV, Carlos Carvalho, explicou que o “hospital de proximidade” vem complementar a oferta já existente de telecardiologia, realizada à distância com recurso a meios audiovisuais.
“Este novo projeto enquadra-se na estratégia da ULS para um modelo de saúde de proximidade e, neste caso, aplica-se à realização de exames pré-operatórios e a doentes da região, obviando deste modo uma deslocação ao Hospital São Sebastião”, afirmou, salientando que a colaboração da Câmara é “fundamental” para assegurar a logística necessária ao transporte das amostras, validadas pelo serviço de patologia clínica.
Margarida Belém manifestou-se satisfeita com os resultados alcançados até ao momento, mas adiantou que o projeto será avaliado ao fim de seis meses. Caso o balanço seja positivo, está prevista a implementação da teleconsulta de anestesia.
SO/LUSA
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