18 Jun, 2026

Ordem dos Médicos e SPMS decidem estreitar colaboração para evitar consequências de falhas nos sistemas de informação do SNS

Na segunda-feira, a Ordem dos Médicos tinha lamentado não ter sido contactada em tempo útil pelos SPMS sobre as “perturbações significativas” nos sistemas informáticos do SNS, alegando que “uma comunicação institucional imediata teria sido essencial.

Ordem dos Médicos e SPMS decidem estreitar colaboração para evitar consequências de falhas nos sistemas de informação do SNS

A Ordem dos Médicos (OM) e os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) acordaram criar um grupo de trabalho para permitir uma “colaboração estreita” no SNS, por causa de eventuais falhas nos sistemas de informação. Carlos Cortes salientou que a reunião decorreu com um “espírito muito interessante”, tendo as duas partes decidido criar um grupo de trabalho para “identificar todos os problemas e todas as sugestões que possam existir” ao nível dos vários sistemas geridos pelos SPMS.

Segundo o bastonário, ficou ainda acertado que serão realizadas reuniões de dois em dois meses, a partir de setembro, e que, em situações de falhas mais graves como a que aconteceu na sexta-feira, “haverá um contacto direto ao mais alto nível” entre as duas entidades. “Esta situação está fechada, mas o que é relevante nessa reunião é a perspetiva desta colaboração estreita entre os SPMS e a OM. Saio com grande expectativa em relação ao que combinamos”, afirmou Carlos Cortes.

Na segunda-feira, a OM tinha lamentado não ter sido contactada em tempo útil pelos SPMS sobre as “perturbações significativas” nos sistemas, alegando que “uma comunicação institucional imediata teria sido essencial para informar e apoiar os médicos, proteger os doentes e assegurar que os profissionais sabiam como atuar perante o problema em concreto”.

Na sexta-feira, os SPMS confirmaram que uma falha de energia causou perturbações no acesso a serviços e sistemas de informação do SNS, que foram sendo progressivamente repostos, mas alguns constrangimentos temporários continuaram a verificar-se nos dias seguintes. Um dos sistemas mais afetados foi a prescrição eletrónica de medicamentos, utilizada por cerca de 10 mil médicos por dia e responsável por uma média de 250 mil receitas passadas diariamente em Portugal.

Os SPMS, que gerem todos os sistemas de informação e infraestruturas tecnológicas do SNS, adiantaram à Lusa que um novo centro de dados deve estar operacional até final deste ano, assegurando, a partir de Évora, uma redundância em tempo real com o data center, que funciona atualmente no Porto. “O novo centro de dados vai permitir redundância em tempo real. Se houver uma falha num centro de dados, o outro iniciará o funcionamento imediatamente”, referiu fonte dos SPMS.

No final de 2022, o presidente dos SPMS tinha anunciado, num encontro para apresentação do investimento, que os servidores do ‘data center’ de Évora seriam instalados até ao final do primeiro trimestre de 2023, funcionando a redundância a partir dos meses seguintes.

SO/LUSA

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