Mais de 27 mil tratamentos para a hepatite C autorizados desde 2015
Taxas de cura rondam os 97% mas estima-se que ainda estejam por identificar milhares de doentes, avança o presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia.
Taxas de cura rondam os 97% mas estima-se que ainda estejam por identificar milhares de doentes, avança o presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia.
Atuar de forma coordenada e eficiente em cada um dos grupos de risco é o caminho a seguir para se atingirem os objetivos com que Portugal se comprometeu, dizem os especialistas. Veja os vídeos das entrevistas ao Prof. Doutor Guilherme Macedo, ao Doutor Rodrigo Coutinho e ao Doutor Vítor Pereira.
Se Portugal falhar o compromisso assumido em setembro de 2016, de cumprir o objetivo delineado pelas Nações Unidas, de reduzir a incidência do vírus da Hepatite C (VHC) em 90% e a mortalidade associada em 65% até 2030, será uma verdadeira “vergonha Nacional”.
Especialistas defendem a criação de uma estratégia para erradicar a doença, que se estima afetar 30.000 pessoas em Portugal. Há um grupo de pessoas que "ainda não conseguiram chegar aos serviços de saúde", alerta o hepatologista Rui Tato Marinho.
Os novos antivirais de ação direta, que têm uma taxa de cura próxima dos 100%, já eliminaram o vírus em quase 10 mil doentes. Contudo, a terapêutica ainda não chega a muitos infetados. No simpósio Portugal sem VHC discutiu-se a possibilidade de serem eliminadas etapas e simplificar processos no acesso aos diferentes regimes terapêuticos, de modo a conseguir um maior adesão dos doentes. O objetivo é erradicar a doença enquanto problema de saúde pública até 2030.
Associações dos doentes falam em casos de atraso no acesso aos medicamentos. As regras de financiamento para a compra da medicação mudaram no início do ano: a compra é feita pelo Ministério da Saúde mas o pagamento passa a ser responsabilidade dos hospitais. ACSS ainda não esclareceu os procedimentos.