8 Set, 2021

Partos pela ADSE só serão feitos até ao final do ano, decidiram CUF e Luz Saúde

Esta exclusão é uma das principais consequências da entrada em vigor, a 1 de setembro, da nova tabela de preços praticados pela ADSE.

A realização de partos ao abrigo da convecção com a ADSE nos hospitais dos grupos privados CUF e Luz Saúde só serão assegurados até ao final de ano, destaca o Público. Esta é uma das consequências da entrada em vigor da nova tabela de preços do sistema de saúde da função pública a 1 de setembro.

A partir de janeiro de 2022, os preços dos partos realizados nestas instituições vão passar a estar em concordância com os que são praticados pelas principais seguradoras, o que obrigará os beneficiários da ADSE a adiantar a totalidade do valor, sendo que este será parcialmente reembolsado pelo sistema.

No âmbito da publicação da tabela atualizada de preços da ADSE – a qual está a gerar alguma controvérsia tendo em conta que os privados acusam a entidade de não valorizar “de forma adequada os custos inerentes aos standards clínicos (…), nem o trabalho dos profissionais de saúde ou o nível de diferenciação” dos seus hospitais e clínicas -, a Luz Saúde e a CUF emitiram um comunicado que revelava que a convenção com a ADSE iria ser mantida na generalidade das consultas, exames e cirurgias, mas que em algumas áreas deixariam de a aplicar.

Neste sentido, os grupos privados anunciaram a criação de “tabelas de preços especiais” que seriam aplicadas aos beneficiários que desejam continuar a receber os serviços dos seus hospitais ao abrigo do regime livre, no qual o utente adianta o valor estipulado e é reembolsado pela entidade seguradora.

Assim, após 31 de dezembro de 2021, “o parto passa a estar abrangido pela tabela especial de preços (aplicável aos médicos a que ela aderiram), sendo solicitado depois o respetivo reembolso através do regime livre, nos termos previstos pela ADSE”, informou o grupo Luz Saúde, o qual também exclui as ecografias obstétricas de vigilância da gravidez da mesma convenção.

No que diz respeito ao parto normal, a tabela de preços da ADSE prevê que o beneficiário pague 139 euros (que acrescem aos 1251 euros da responsabilidade da ADSE). Já a cesariana custa 239 euros (mais 2151 euros pagos pelo subsistema). No regime livre, a tabela prevê no primeiro tipo de parto o reembolso de 302 euros aos beneficiários, enquanto na cesariana pode ir até aos 604,5 euros.

Segundo comentou a presidente do conselho diretivo da ADSE, Maria Manuela Faria, “as chamadas tabelas especiais de alguns prestadores não servem os interesses dos beneficiários” sendo que “apenas as tabelas do regime convencionado o fazem”.

SO

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