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15 Mar, 2017

Ministério da Saúde moçambicano testa nova vacina contra cólera

O Ministério da Saúde de Moçambique considerou hoje que uma nova vacina contra a cólera, que está a ser testada na província de Nampula, norte do país, poderá ajudar a estancar os surtos da doença

Durante um encontro, em Maputo, sobre a epidemia da cólera que está a atingir várias províncias moçambicanas, o vice-ministro da Saúde, Mouzinho Saíde, declarou que os testes da vacina estão na fase final e a mesma poderá começar a ser usada em breve.

“Neste momento, estamos na fase final da análise dos dados e pensamos que, com os resultados que vamos ter de Nampula, será possível expandir a utilização desta vacina em todo o país”, declarou Saíde.

O Ministério da Saúde, prosseguiu, está a criar condições para que a vacina seja aplicada assim que a sua eficácia seja confirmada.

“Teremos que ver como é que poderemos adequar a sua aplicação no nosso país, mas todo o trabalho tem sido feito no sentido de garantir que, de facto, possamos aplicar a vacina, logo que esteja disponível para o efeito”, acrescentou Mouzinho Saíde.

Esta semana, o Governo moçambicano moutrou-se preocupado com a epidemia de cólera, avançando que duas pessoas morreram e 1.222 foram afetadas na sequência de um surto que eclodiu em janeiro.

“É uma situação preocupante, na medida em que se trata de uma epidemia que exige um controlo constante”, disse a diretora adjunta de Saúde Pública, Benigna Matsinhe, em conferência de imprensa, acrescentando que, devido à gravidade da situação, as autoridades ativaram os centros de assistência médica nos pontos mais afetados.

As mortes foram registadas na província de Tete, centro do país, e na cidade Maputo, no sul, e o maior número de casos de cólera foi registado em Nampula, 454 doentes dos 1.222.

Para o caso de Tete, a diretora adjunta de Saúde Pública disse que a situação exige maior atenção das autoridades, na medida em que o surto naquela região começou nos últimos cinco dias, mas já foram registados, além de um óbito, 397 casos.

“Estamos a tentar controlar a situação, mas é complicado porque a solução também passa por uma mudança de consciência por parte da população”, acrescentou Benigna Matsinha.

Além do calor, que é propício à ocorrência deste tipo de doenças, as autoridades moçambicanas apontam a falta de higiene pessoal e coletiva, o deficiente saneamento público e a chuva como os principais fatores da propagação da cólera no país.

LUSA/SO

 

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