18 Ago, 2025

Mais de 12.800 utentes aguardavam cirurgia nos Açores em julho

As listas de espera cirúrgica nos Açores voltaram a aumentar em julho, com quase 13 mil utentes inscritos e tempos médios de espera superiores a um ano, revelam dados da Direção Regional da Saúde.

Mais de 12.800 utentes aguardavam cirurgia nos Açores em julho

No final de julho, 12.875 utentes aguardavam por cirurgia nos Açores, um aumento de 15% em comparação com o mesmo mês de 2024, segundo o boletim mensal da Unidade Central de Gestão de Inscritos para Cirurgia.

O crescimento das listas é uma tendência que se verifica desde maio de 2023. Em relação a junho, registou-se um acréscimo de 113 utentes (0,9%). No total, estavam pendentes 14.268 propostas cirúrgicas, já que alguns doentes aguardam por mais de uma intervenção.

Entre os três hospitais da região, o Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, liderava a lista, com 8.417 utentes inscritos. A unidade, afetada por um incêndio em 2024, foi também a que registou a maior subida: mais 98 utentes do que em junho e mais 1.564 face ao mesmo período do ano passado.

O Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT) tinha 3.033 doentes em lista de espera, sendo o único a registar uma ligeira redução, enquanto o Hospital da Horta contabilizava 1.425 inscritos, mais 18 do que no mês anterior.

Apesar do agravamento das listas, a produção cirúrgica aumentou. Em julho foram realizadas 776 cirurgias, mais 21,8% do que em junho e mais 19,9% do que em julho de 2024. O maior crescimento percentual foi registado no Hospital da Horta (45%).

Ainda assim, os tempos de espera continuam acima dos prazos regulamentares. Em média, os açorianos aguardavam 460 dias (mais de um ano e três meses) por uma cirurgia, mais 39 dias do que em julho de 2024. No hospital de Ponta Delgada, a espera chegava aos 500 dias, na Terceira a 412 dias e no Faial a 340 dias.

Menos de 54% das cirurgias realizadas no mês ocorreram dentro dos tempos máximos de resposta garantidos (TMRG), uma descida em relação ao ano anterior, quando a taxa rondava os 60%.

Em julho, deram entrada nas três unidades de saúde 1.118 novas propostas cirúrgicas, 200 cirurgias foram canceladas e os tempos médios de espera mantiveram-se muito acima do limite legal de 270 dias definido para intervenções com prioridade normal.

LUSA

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