Paragens cardiorrespiratórias. Açores regista taxa de sucesso superior à média europeia
Os Açores têm uma taxa de reversão de paragens respiratórias melhor do que países como França, Espanha, Itália ou Alemanha, de acordo com o estudo europeu EuReCa-THREE.

Os Açores registaram uma taxa de reversão de paragens cardiorrespiratórias de 20%, superior à média europeia, situada nos 7,5%. A conclusão é do estudo europeu EuReCa-THREE, que avaliou situações fora de ambiente hospitalar, entre setembro e novembro de 2022. Este é mesmo considerado “o maior estudo europeu realizado até à data”, segundo o comunicado do Governo Regional dos Açores.
“Esta diferença, de quase 13 pontos percentuais, coloca a região em 4.º lugar entre as que têm melhor desempenho neste domínio, ficando à frente de países como França, Espanha, Itália, Alemanha, entre outros”, acrescentou o Executivo.
O secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, que tutela a pasta da Proteção Civil, destacou “os resultados prestigiantes, alcançados pelos Açores, na atuação e resposta a paragens cardiorrespiratórias em contexto extra-hospitalar”.
Para o responsável, esta taxa de reversão “reflete o esforço coordenado e articulado de todos os intervenientes no sistema de emergência, desde o papel crucial desempenhado por quem testemunha estas ocorrências até à intervenção técnica e especializada dos profissionais do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) e dos corpos de bombeiros”.
Citado na nota, o governante sublinhou que o desempenho resulta de “um investimento contínuo por parte da região”, materializado na formação qualificada das equipas, na reorganização dos meios de socorro e no reforço da literacia em suporte básico de vida junto da população.
O estudo revela, ainda, que os Açores se destacam positivamente no tempo médio de resposta dos serviços de emergência médica – enquanto a média europeia se situa nos 12,2 minutos, o tempo de resposta no arquipélago é de 10 minutos (-18%).
Os dados indicam também que o arquipélago apresenta um tempo de atuação das equipas de emergência médica mais curto, inferior a 20 minutos, face à média europeia, que se situa em 29,5 minutos. Este dado “pode indicar uma maior eficiência operacional na abordagem à vítima, embora este indicador deva ser analisado com cautela, tendo em conta a complexidade dos casos”, explicou Alonso Miguel.
Segundo o governante, foram aperfeiçoados protocolos de atuação, tanto da triagem na Linha de Emergência Médica, como das equipas no terreno, acompanhado da introdução de novas tecnologias, como a telemetria, “que trazem maior rigor e eficácia à tomada de decisão”.
O relatório EuReCa-THREE concluiu ainda que os Açores, acompanha a tendência europeia, com uma maior incidência de paragens cardiorrespiratórias em homens (56% dos casos, face a 62% na Europa) e uma idade média das vítimas de 68 anos (67,2 na média europeia).
SO/LUSA
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