29 Jan, 2021

IGAS já está a fiscalizar vacinação em hospitais, ARS e USF de todo o país

Todas as semanas, será feito um relatório “destinado às entidades gestoras do processo de vacinação com a indicação das falhas identificadas".

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) já está a controlar o processo de vacinação contra a covid-19 através de auditorias. Assim, a entidade está a verificar se os critérios de vacinação de grupos prioritários estão a ser cumpridos, bem como que destino está a ser dado à doses que sobrem.

A fiscalização está, numa primeira fase, a ser levada a cabo nas “cinco administrações regionais de saúde, I.P., hospitais, centros hospitalares e unidades locais de saúde do Serviço Nacional de Saúde, bem como algumas entidades que integram os serviços centrais do Ministério da Saúde”, esclarece a IGAS numa nota publicada na sua página.

A fiscalização será focada em três pontos: “1) Critérios de seleção das pessoas a vacinar dentro dos grupos prioritários; 2) Procedimentos de gestão das doses excedentes; 3) Medidas preventivas do desperdício”.

Todas as semanas, será feito um relatório “destinado às entidades gestoras do processo de vacinação com a indicação das falhas e fragilidades identificadas e as recomendações para corrigir as mesmas”.

Numa apresentação de uma atualização ao plano de vacinação, o coordenador da ‘taskforce’ para o plano de vacinação já tinha antecipado esta ação da IGAS e lamentou o “desvio de critérios” que terá levado à administração de vacinas a pessoas não incluídas nos grupos prioritários para esta primeira fase.

Ainda assim, Francisco Ramos desvalorizou a ausência de uma entidade a supervisionar o processo desde o seu arranque.“Este é um plano que é uma gigantesca operação e começou há um mês, não começou há um ano. Suponho que são casos esporádicos, mas são perturbadores, por isso, começa este processo de auditoria”, resumiu.

Questionado sobre a possibilidade de definição de sanções para eventuais incumprimentos, Francisco Ramos defendeu que “não compete à taskforce” abordar essa situação.

Em relação ao alargamento da capacidade de administrar vacinas contra a covid-19 a outras entidades, como farmácias ou profissionais do setor privado, o coordenador da ‘taskforce’ sublinhou que a disponibilidade de vacinas é um problema mais premente nesta primeira fase do que a quantidade de pontos de vacinação existentes.

“O nosso principal obstáculo é a escassez de vacinas e até isso ser ultrapassado é prematuro estar a falar do alargamento da rede de centros de vacinação”, observou, tendo Francisco Ramos clarificado que Portugal tem já contratualizado um total de 29 milhões de vacinas para o combate à pandemia.

Quanto a reações adversas à vacina, foram notificados 1.332 casos, com Francisco Ramos a considerar que “não houve até hoje nenhuma notificação de reações que não estivesse prevista” na vacina e que o valor de 0,65 reações adversas por 100 vacinados “está em linha com os dados provisórios que são conhecidos do resto da Europa”.

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