27 Jan, 2017

Hospital de Estarreja com deficiências no aquecimento

A Comissão de Utentes do Hospital de Estarreja queixou-se de problemas no aquecimento daquela unidade, obrigando a “disputar” os poucos aquecedores existentes

A Comissão de Utentes do Hospital de Estarreja queixou-se de problemas no aquecimento daquela unidade, obrigando a “disputar” os poucos aquecedores existentes, uma situação que a administração garantiu hoje estar a ser solucionada.

Segundo a Comissão de Utentes, desde a substituição da caldeira de aquecimento, ainda em 2016, o Hospital Visconde de Salreu “sofre de ineficiência no seu sistema de aquecimento, agravando-se nos últimos dias, aliada à vaga de frio”.

“Na última semana e devido às baixas temperaturas, os funcionários do hospital viram-se obrigados a deslocar os poucos aquecedores existentes, entre as salas de consulta e as enfermarias, não sendo assim possível manter uma temperatura estável exigida no espaço hospitalar”, descreveu a Comissão de Utentes, num comunicado enviado à Lusa.

Aquela comissão responsabiliza pela situação a administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV), em que o Hospital de Estarreja se encontra integrado juntamente com os hospitais de Aveiro e Águeda.

“Tendo conhecimento da situação, não teve capacidade de, ao longo das últimas semanas, resolver a situação, ou seja, garantir as condições térmicas exigidas, deixando assim doentes e trabalhadores à mercê da ineficiência”, acusa a Comissão de Utentes, questionando também “a falta de condições existentes no Hospital, que não garantem assim o acesso de qualidade aos cuidados de saúde exigidos na Constituição”.

Confrontado com essa posição, o conselho de administração do CHBV enviou à Lusa uma nota em que “informa que, de facto, o sistema de aquecimento do Hospital Visconde de Salreu tem apresentado, nos últimos dias, algumas quebras, que, no entanto, estão prestes a ser ultrapassadas”.

Para o conselho de administração do CHBV, trata-se de um “pequeno constrangimento, que não coloca em causa a condição de saúde nem dos doentes, nem dos profissionais”, o qual “deve-se ao facto de, no âmbito das obras da Unidade de Cuidados Paliativos recém-inaugurada, se ter decidido substituir os anteriores equipamentos”.

“Para além de apresentarem enorme ineficiência energética, estavam bastante obsoletos e desadequados e foram substituídos por novas soluções que, de facto, estão a apresentar quebras, que já foram reportadas à empresa fornecedora, que as está a resolver”, completa o esclarecimento da administração hospitalar.

LUSA/SO

 

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