20 Mai, 2021

Equipamentos municipais de Gaia equipados com 35 desfibrilhadores

Dez do total de 35 desfibrilhadores que a Câmara Municipal de Gaia vai receber já foram hoje entregues ao município.

A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, em parceria com a Fundação Portuguesa de Cardiologia, vai instalar 35 desfibrilhadores em equipamentos municipais para, quando for necessário, poder “tentar salvar vidas”, referiram hoje estas entidades.

Destes 35 aparelhos, que representam um investimento de 52.500 euros por parte da autarquia, mais de dez foram já entregues hoje, devendo os restantes ser instalados de forma faseada e à medida que os profissionais dos equipamentos onde são colocados vão tendo formação para os manusear, sublinharam.

“Quanto mais depressa acorrermos a uma situação de paragem cardiorrespiratória melhor porque cada minuto conta quando se trata de salvar vidas, daí a importância destes desfibrilhadores”, disse o presidente da delegação Norte da Fundação Portuguesa de cardiologia, Lopes Gomes, na cerimónia de apresentação desta iniciativa apelidada de “Gaia no Coração”, que decorreu hoje, em Gaia, distrito do Porto.

Dizendo que é necessário estar “preparado para situações imprevistas”, Lopes Gomes referiu que a “única maneira” de enfrentar uma paragem cardiorrespiratória é através de “choques elétricos”, ou seja, de desfibrilhadores.

O presidente da delegação Norte afirmou que, nos primeiros cinco minutos, é possível salvar pessoas em paragem cardiorrespiratória com recurso a estes aparelhos, deixando-as sem sequelas.

Depois disso, explicou, as probabilidades vão diminuindo, daí a importância de se agir rápido.

“A morte súbita ou a paragem cardiorrespiratório continua a ser a principal causa de morte em todo o mundo, matando mais do que o cancro, doenças pulmonares ou acidentes de viação”, frisou.

Tendo o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia na primeira fila, Lopes Gomes aproveitou para lhe lançar um repto, nomeadamente o de equipar os veículos da polícia municipal com estes aparelhos, porque quando “alguém caí no chão a tendência é imediatamente chamar os bombeiros e a polícia”, considerou.

Além dos equipar, o cardiologista adiantou que será necessário dar-lhes formação, porque só assim podem ser manuseados os desfibrilhadores.

“Gaia no Coração” formou já 123 colaboradores sobre como utilizar estes aparelhos, prevendo formar outros 120, num total de 243, segundo dados remetidos à Lusa pela autarquia.

“O nível de conforto no município é agora maior”, considerou o presidente da câmara, Eduardo Vítor Rodrigues.

Ter desfibrilhadores nos equipamentos municipais tornou-se “bastante óbvio”, ressalvou, acrescentando que o objetivo é generalizar a sua instalação aos espaços públicos.

Já sobre o desafio de equipar a polícia municipal, o autarca assumiu ser uma “boa possibilidade”, sendo um trabalho a fazer de “forma gradual”.

 

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